O renomado economista Paul Krugman, vencedor do Prêmio Nobel de Ciências Econômicas, fez duras críticas à política externa do ex-presidente dos EUA, Donald Trump, em relação ao Irã. Durante participação em evento em Lisboa, Portugal, no dia 21 de abril de 2025, Krugman afirmou que as ações de Trump no Oriente Médio resultaram em um prejuízo estratégico irreversível para os interesses norte-americanos.

Em sua análise, Krugman destacou que a decisão de Trump de se retirar do Acordo Nuclear Iraniano (JCPOA) em 2018 e a subsequente imposição de sanções econômicas não apenas falharam em conter o programa nuclear iraniano, como também fortaleceram a posição regional do regime de Teerã. Segundo o economista, a estratégia de "pressão máxima" adotada pela administração Trump teve o efeito oposto ao desejado, unindo aliados regionais em torno do Irã e isolando os EUA diplomaticamente.

O Prêmio Nobel também criticou a abordagem de Trump em relação a aliados tradicionais dos EUA, como a União Europeia e países do Sudeste Asiático, que se opuseram às sanções unilaterais impostas por Washington. "Trump não apenas não conseguiu seus objetivos no Irã, como também minou a credibilidade dos EUA como parceiro confiável no cenário internacional", declarou Krugman.

Além disso, o economista apontou que a política de Trump no Oriente Médio contribuiu para o aumento da instabilidade regional, com consequências negativas para a segurança global. "As ações de Trump não só falharam em atingir seus alvos, como também criaram um ambiente mais perigoso e imprevisível", afirmou.

Krugman concluiu sua fala enfatizando a importância de uma diplomacia multilateral para resolver conflitos internacionais, em contraste com a abordagem unilateral adotada por Trump. "A história mostrará que a estratégia de Trump no Irã foi um fracasso retumbante, com custos duradouros para os EUA e para o mundo", declarou.