A Meta anunciou que pode ser obrigada a remover seus aplicativos — Facebook, Instagram e WhatsApp — do estado do Novo México, nos Estados Unidos, caso o procurador-geral local consiga impor mudanças consideradas tecnicamente impossíveis pela empresa.
O anúncio veio após a Meta perder um processo no valor de US$ 375 milhões, no qual foi acusada de enganar usuários sobre a segurança de seus produtos. Agora, o procurador-geral do Novo México, Raúl Torrez, pede à justiça estadual que obrigue a empresa a implementar uma série de alterações nas plataformas.
Entre as exigências estão:
- Proibir a criptografia de ponta a ponta para menores de idade;
- Implementar sistema de verificação de idade;
- Detectar 99% de novos conteúdos de abuso sexual infantil publicados nas plataformas.
A Meta argumenta que essas medidas são inviáveis do ponto de vista tecnológico e que, se forem impostas, a empresa não terá alternativa senão retirar seus serviços do estado.
Em nota, a empresa afirmou:
‘Essas exigências são tecnicamente impossíveis de serem cumpridas e colocariam em risco a privacidade e a segurança de todos os usuários.’
A decisão judicial ainda não foi finalizada, mas a ameaça de remoção dos aplicativos reforça a tensão entre governos e grandes empresas de tecnologia em questões de segurança online e privacidade.