WASHINGTON — Há décadas, políticos criticam o maior lobby médico dos Estados Unidos por problemas no sistema de saúde. Agora, os republicanos apresentam uma nova estratégia: vincular cortes na saúde a políticas de combate a fraudes.

Segundo a legislação, médicos devem faturar serviços no Medicare e Medicaid usando os códigos CPT (Current Procedural Terminology), de propriedade da American Medical Association (AMA). Esses códigos detalham os serviços prestados aos pacientes.

O deputado republicano James Comer (Kentucky), presidente do Comitê de Supervisão e Reforma da Câmara, enviou uma carta aos responsáveis pelos programas Medicare e Medicaid pedindo uma reunião para discutir a fiscalização do sistema de códigos CPT. A investigação faz parte de um esforço mais amplo para combater fraudes, desperdícios e abusos no sistema de saúde.

Na correspondência, Comer argumenta que a complexidade dos códigos médicos pode estar contribuindo para faturamentos indevidos e aumento de custos, além de criar um ambiente propício a erros de cobrança.

O pedido de Comer reforça a tensão entre o governo e a AMA, que há anos é alvo de críticas por seu controle sobre os códigos CPT, essenciais para o faturamento médico nos EUA.