Dois robôs de entrega da Serve Robotics protagonizaram uma cena constrangedora durante uma ocorrência policial em Hollywood, na tarde desta quinta-feira (23). Enquanto uma equipe de socorro — composta por policiais, bombeiros e paramédicos — atendia um homem em possível crise de saúde mental, os equipamentos se aproximaram do local e ficaram parados, como se estivessem em um impasse.
Um vídeo gravado no local mostra os robôs, que circulam pelas calçadas de Los Angeles, imóveis a poucos centímetros da cena. Após cerca de 30 segundos, um deles recuou, mas o outro permaneceu parado a menos de 30 centímetros do atendimento, ignorando completamente a situação.
"Se eu fizesse isso, já estaria preso. Se eu fosse até onde esse robô está, com certeza seria preso" — relatou um espectador no vídeo.
Os robôs só se afastaram quando a vítima foi removida em uma maca, cerca de três minutos depois. Não ficou claro por que os equipamentos não se deslocaram sozinhos do local.
Incidente reforça problemas recorrentes com robôs de entrega
Esse é mais um episódio que evidencia os transtornos causados por esses equipamentos em espaços urbanos. No mês passado, dois robôs de empresas diferentes colidiram com abrigos de ônibus de vidro em Los Angeles, em incidentes separados. Outros casos incluem:
- Impedimento de pedestres com deficiência;
- Colisões com trens em movimento;
- Acidentes de trânsito envolvendo veículos;
- Proibição em uma região de Chicago após votação comunitária.
O mesmo usuário que gravou o vídeo, responsável pela conta @FilmThePoliceLA no X (antigo Twitter), já havia viralizado em março ao repreender um robô que pediu para que ele acionasse um botão de travessia. O vídeo serviu de válvula de escape para muitos que se incomodam com a presença desses dispositivos em calçadas.
Robôs de entrega: inovação ou transtorno público?
A popularização dos robôs de entrega, como os da Serve Robotics e outras empresas, tem gerado debates sobre seu impacto no cotidiano urbano. Enquanto algumas cidades regulamentam sua circulação, outras, como Chicago, optam pela proibição em áreas residenciais.
O incidente em Hollywood reforça a necessidade de revisão das normas que permitem a operação desses equipamentos em espaços públicos, especialmente em situações sensíveis como atendimentos policiais e emergências médicas.