O governador da Carolina do Sul, Henry McMaster, um aliado de longa data de Donald Trump, decidiu não convocar uma sessão legislativa especial para redesenhar os distritos congressionais do estado no meio da década, conforme exigido pelo ex-presidente.
A decisão foi comunicada pela equipe do governador ao Palmetto Politics, que também informou que McMaster manteve contato com a Casa Branca após a decisão da Suprema Corte que enfraqueceu a Lei dos Direitos de Voto, na semana passada. No entanto, a equipe do governador negou que estivesse sendo pressionada pela administração Trump.
A justificativa apresentada foi de que as conversas faziam parte de uma coordenação contínua com a Casa Branca e que as discussões eram apenas parte das comunicações regulares mantidas entre o governador e Trump.
Logo após a decisão da Suprema Corte, McMaster sugeriu que seria apropriado revisar o mapa congressional da Carolina do Sul, já que ele havia sido mantido até 2024. Em publicação na plataforma X, o governador afirmou:
Diante da decisão mais recente da Corte sobre a Lei dos Direitos de Voto, seria apropriado que a Assembleia Geral garantisse que o mapa congressional da Carolina do Sul ainda cumpra todos os requisitos da lei federal e da Constituição dos EUA.
Atualmente, a Carolina do Sul tem seis deputados republicanos e um democrata na Câmara dos Representantes.
Na semana passada, o governador da Geórgia, Brian Kemp, outro republicano, também afirmou que não iria promover um redesenho dos distritos no meio da década, seguindo a decisão da Suprema Corte. Enquanto isso, Trump continuou a ameaçar estados republicanos que se recusam a manipular eleições em seu favor.