Um soldado das forças especiais dos Estados Unidos foi acusado de usar informações confidenciais para apostar no Polymarket sobre a queda do presidente venezuelano Nicolás Maduro e a chegada das tropas americanas ao país. Segundo o Departamento de Justiça dos EUA, o militar, identificado como Gannon Ken Van Dyke, teria apostado mais de US$ 33 mil em previsões relacionadas ao conflito na Venezuela nos dias que antecederam a operação militar.

Van Dyke, que servia no Fort Bragg — base conhecida por casos de corrupção e violência —, foi indiciado por uso indevido de informações confidenciais para ganho pessoal, fraude em commodities e fios, além de roubo de dados governamentais não públicos. O caso reforça as críticas de que plataformas de apostas em previsões, como o Polymarket, incentivam a monetização de informações privilegiadas, mesmo que isso envolva eventos violentos.

De acordo com a acusação federal, o soldado teria transferido a maior parte dos lucros para uma carteira de criptomoedas offshore e tentado apagar rastros, como excluir sua conta no Polymarket e alterar o e-mail registrado em sua exchange. O Departamento de Justiça afirmou que ele tentou ocultar a origem dos ganhos ilícitos e esconder seu envolvimento nas transações.

“Em vez de proteger as informações confidenciais, Van Dyke as utilizou para apostar em uma plataforma de previsões em busca de lucro pessoal”, declarou o documento judicial. “Ele tentou encobrir o uso indevido de dados governamentais classificados, mas não conseguiu esconder suas ações.”

O Polymarket, por sua vez, afirmou que “o comércio de informações privilegiadas não tem espaço na plataforma” e que a prisão de Van Dyke prova que o sistema funciona. A revelação ocorre após suspeitas de que apostas em eventos como a guerra em Gaza também envolveram insiders.

O presidente dos EUA, Donald Trump, comentou que “o mundo se tornou um grande cassino”, sugerindo que a falta de regulação financeira contribui para práticas como essa. O caso deve trazer mais detalhes sobre o papel de Van Dyke na operação de 3 de janeiro, à medida que o processo avançar.

Fonte: Futurism