Taylor Swift, uma das artistas mais imitadas por ferramentas de IA nos últimos anos, deu mais um passo na batalha legal contra deepfakes e clones digitais. Agora, a cantora está ampliando suas estratégias para proteger não apenas sua imagem, mas também elementos exclusivos de sua identidade, como frases e voz.

Na semana passada, o time jurídico de Swift protocolou pedidos de registro de marca para duas frases ditas pela cantora: “Hey, it’s Taylor Swift” e “Hey, it’s Taylor”. Os registros, feitos pela TAS Rights Management em nome da artista, incluem trechos de áudio nos quais Swift pronuncia as frases, originalmente usados em promoções de seu álbum mais recente.

A iniciativa reflete uma tendência crescente entre celebridades que buscam controlar o uso de sua voz e imagem em ambientes digitais. No entanto, especialistas alertam que a batalha legal pode ser complexa, já que a legislação ainda não acompanha completamente os avanços da tecnologia.

O registro de marcas de áudio é uma estratégia inédita para Swift, que já enfrentou inúmeros casos de deepfakes e conteúdos falsos gerados por IA. Em 2023, a cantora processou empresas que usavam sua imagem em anúncios falsos, e recentemente, sua equipe jurídica pressionou plataformas como o X (antigo Twitter) a remover conteúdos não autorizados.

Em comunicado, a TAS Rights Management afirmou que os pedidos de registro visam “proteger a identidade única de Taylor Swift e garantir que seu público possa distinguir conteúdos autênticos de reproduções não autorizadas”.

Apesar dos esforços, especialistas em propriedade intelectual destacam que a eficácia desses registros ainda é incerta. “O direito autoral nos EUA, por exemplo, não protege gravações de voz isoladas, a menos que sejam parte de uma obra maior”, explica a advogada especializada em tecnologia, Maria Fernanda Pinho. “Swift está testando os limites da legislação, mas a batalha pode ser longa e custosa.”

Enquanto a cantora avança com ações legais, a discussão sobre regulamentação de IA ganha força no Congresso americano. Projetos de lei buscam estabelecer regras mais claras para o uso de vozes e imagens de pessoas em conteúdos sintéticos, mas até lá, casos como o de Swift devem se multiplicar.