O rei Charles III enfrentou fortes críticas após recusar um pedido de sobreviventes de Jeffrey Epstein para um encontro, durante sua recente viagem oficial aos Estados Unidos. Os sobreviventes, que sofreram abusos pelo criminoso sexual condenado, haviam solicitado uma audiência para discutir os danos causados e cobrar responsabilização.

Em vez de atender ao pedido, o monarca britânico teria emitido uma declaração pública na qual, segundo os acusadores, omitiu informações importantes e fez alegações enganosas sobre seu envolvimento com Epstein e sua rede de crimes.

Os sobreviventes e ativistas de direitos humanos classificaram a atitude como uma tentativa de encobrimento e exigiram transparência. Heidi Thomas, uma das vítimas que tentou contato com o rei, declarou:

"Ele sabe exatamente o que aconteceu. Recusar-se a nos ouvir é uma forma de mentir para o mundo e para as vítimas que ainda lutam por justiça."

A polêmica ganhou ainda mais força após imagens da visita de Charles III e da rainha Camilla aos EUA, onde foram recebidos pelo ex-presidente Donald Trump e pela primeira-dama Melania Trump, em 27 de abril. O casal real britânico foi alvo de protestos em Washington, com manifestantes carregando cartazes com mensagens como "Justiça para as vítimas de Epstein" e "Charles III, onde está a verdade?"

Especialistas em direitos humanos e jornalistas investigativos questionam por que o rei, que ocupou cargos públicos por décadas, nunca se pronunciou claramente sobre o caso, mesmo após a prisão e condenação de Epstein em 2008 e 2019, respectivamente. Vicky Ward, jornalista que investigou os laços entre a realeza britânica e Epstein, afirmou:

"Se o rei tivesse agido com honestidade desde o início, muitas dessas acusações não teriam surgido. O silêncio e a recusa em dialogar só alimentam as suspeitas."

Enquanto a Casa Real britânica não se pronunciou oficialmente sobre as acusações, a pressão sobre Charles III aumenta. Organizações de defesa de vítimas de abuso sexual e parlamentares britânicos já pedem uma investigação independente sobre os laços do rei com Epstein e sua rede de poder.