Proprietários da casa onde Marilyn Monroe morreu processam Los Angeles por desapropriação histórica

A casa em Los Angeles onde Marilyn Monroe morreu em 1962 é agora o centro de uma batalha judicial entre o casal Brinah Milstein e Roy Bank, que a adquiriram em 2023, e a prefeitura. Os proprietários alegam que a classificação do imóvel como "monumento histórico-cultural" em junho de 2024 resultou em uma desapropriação sem pagamento de indenização.

Milstein e Bank compraram a propriedade de 2.300 m² e um lote de 8.360 m² em 2023. Naquele ano, eles solicitaram à prefeitura permissões para demolir a casa, ainda não classificada como marco histórico. Um dia após a emissão dessas permissões, a prefeitura iniciou o processo de transformar o imóvel em um marco histórico, concluído em junho de 2024.

Com a classificação, os proprietários foram impedidos de demolir a casa, descrita em sua queixa como "dilapidada" e de fazer alterações significativas no restante do terreno. Eles também afirmam que a prefeitura causou inúmeras interrupções no uso de sua propriedade ao torná-la um destino turístico.

Touristas que frequentam a rua sem saída em frente à casa causaram congestionamentos de trânsito. A casa não é visível da rua, e a presença constante de invasores levou os proprietários a contratar seguranças.

Em janeiro de 2025, Milstein e Bank entraram com uma ação na Justiça Federal. Eles argumentam que, ao classificar a propriedade como marco histórico, o governo efetivamente a desapropriou sem pagar indenização. A presença constante de turistas, segundo eles, equivale a uma desapropriação física de seu terreno.

Os proprietários também alegam que a classificação do imóvel mais de 60 anos após a morte de Monroe e após a cobrança de US$ 30 mil em taxas de permissões é uma desapropriação regulatória, pois destrói o valor econômico de seu terreno e interfere em suas expectativas de investimento.

Trecho da queixa:

“Não resta nenhum vestígio da curta estadia de Marilyn Monroe nesta casa, que foi substancialmente alterada por sucessivos proprietários ao longo de mais de 60 anos. A prefeitura emitiu inúmeros alvarás de construção para a propriedade sem qualquer oposição, mas agora se opõe à demolição solicitada pelos novos donos.”

Milstein e Bank exigem ou que lhes seja permitido demolir a casa afetada ou que recebam indenização por ela. Em abril de 2025, a Pacific Legal Foundation entrou no caso para representar os proprietários.

Reino Unido estuda congelamento de aluguéis para conter alta de custos causada pela Guerra EUA-Irã

O governo trabalhista do Reino Unido estuda usar o controle de aluguéis para combater o aumento dos preços do consumidor causado pela Guerra EUA-Irã. Segundo o Guardian, a ministra das Finanças, Rachel Reeves, estuda impor um congelamento de um ano nos reajustes de aluguéis por parte dos proprietários privados.

A discussão sobre um congelamento de aluguéis ocorre em um momento de alta nos custos de moradia, com a inflação atingindo dois dígitos em 2024 e 2025.

O congelamento de aluguéis seria uma medida temporária para estabilizar o mercado até que o governo encontre soluções de longo prazo.

Impactos da Guerra EUA-Irã no mercado imobiliário britânico

Desde o início da Guerra EUA-Irã, em 2023, o mercado imobiliário britânico enfrenta pressões sem precedentes. A inflação causada pelo conflito levou a um aumento nos custos de construção, que, por sua vez, elevou os preços dos aluguéis.

O governo britânico estuda medidas para conter a alta dos custos, incluindo o controle de aluguéis e incentivos para a construção de moradias sociais.

Outras mudanças no mercado imobiliário nos EUA

  • Flórida flexibiliza regras de zoneamento para escolas privadas: O governador da Flórida, Ron DeSantis, sancionou uma lei que facilita a construção de escolas privadas no estado. A medida visa aumentar a oferta de vagas em escolas e reduzir a burocracia para novos empreendimentos.
  • Califórnia aprova incentivos fiscais para reforma de imóveis históricos: A Assembleia Legislativa da Califórnia aprovou um pacote de incentivos fiscais para proprietários que reformarem imóveis classificados como históricos. A medida busca preservar o patrimônio cultural e estimular a economia local.
  • Nova York estuda taxação diferenciada para imóveis de luxo: O governo de Nova York estuda implementar uma taxação diferenciada para imóveis de alto valor, como forma de combater a especulação imobiliária e arrecadar mais recursos para programas sociais.
Fonte: Reason