Conselho de Ciência dos EUA é esvaziado pela administração Trump
A administração de Donald Trump dispensou todos os 25 membros do Conselho Nacional de Ciência (National Science Board), órgão independente responsável por supervisionar a Fundação Nacional de Ciência (National Science Foundation - NSF). A decisão foi comunicada por e-mail na sexta-feira (13), com efeito imediato, segundo o The New York Times.
Willie E. May, ex-membro do conselho e vice-presidente da Universidade Morgan State, declarou ao jornal:
"Estou profundamente decepcionado, embora não surpreso. Tenho acompanhado com crescente preocupação o desmantelamento sistemático da infraestrutura de assessoria científica deste governo, e o Conselho Nacional de Ciência é apenas a mais recente vítima."
A medida faz parte de uma estratégia mais ampla de centralização do controle sobre o financiamento de pesquisas científicas. Nos últimos meses, a administração Trump já havia revogado a fundamentação legal que sustenta todas as regulamentações federais de clima e barrado a publicação de um estudo sobre a segurança das vacinas contra a COVID-19.
Contexto político e reações
O movimento ocorre em um cenário de crescente tensão entre a Casa Branca e instituições científicas. Em julho, a Casa Branca tentou — sem sucesso — destituir o CEO da Autoridade do Vale do Tennessee (TVA), Don Moul, após uma proposta de limitar sua remuneração a US$ 500 mil. Segundo o deputado republicano Chuck Fleischmann, a medida se aplicaria apenas ao executivo-chefe, não a toda a diretoria.
China anuncia plano para reduzir emissões de combustíveis fósseis
A China divulgou um plano para intensificar o controle sobre o consumo de combustíveis fósseis e aumentar a fiscalização de indústrias altamente poluentes. O documento, com cerca de 2.800 palavras, foi classificado como uma "opinião orientadora" — não vinculante, mas com forte peso político, por ser endossado pelos dois principais órgãos do governo chinês.
Segundo analistas, a iniciativa sinaliza o compromisso do país com a transição energética e a integração da descarbonização em sua estratégia industrial. Qi Qin, pesquisador do Centre for Research on Energy and Clean Air, afirmou ao Heatmap:
"A China não está mais desenvolvendo tecnologias de baixo carbono como um experimento climático isolado. Agora, elas fazem parte de uma estratégia industrial mais ampla."
O anúncio reforça a posição da China como líder global em energias renováveis, mesmo mantendo o carvão como principal fonte de energia. Especialistas destacam que o plano busca equilibrar metas ambientais com segurança energética e crescimento econômico.