O presidente Donald Trump surpreendeu sua equipe ao anunciar, na noite desta terça-feira (13), a suspensão temporária do ‘Projeto Liberdade’, plano que previa a escolta da Marinha dos EUA a navios comerciais no Estreito de Ormuz. A decisão foi justificada como uma medida para facilitar as negociações com o Irã.
Em publicação no Truth Social, Trump afirmou que, embora o bloqueio ao Irã permaneça ativo, o projeto será pausado por um curto período para verificar a possibilidade de finalização e assinatura de um acordo. “Temos mutuamente concordado que, enquanto o bloqueio permanecer em pleno vigor e efeito, o Projeto Liberdade (Movimentação de Navios pelo Estreito de Ormuz) será pausado por um curto período de tempo para verificar se o Acordo pode ser finalizado e assinado”, escreveu o presidente.
No entanto, apenas horas antes do anúncio, altos membros do governo haviam defendido publicamente a iniciativa. O secretário de Defesa, Pete Hegseth, e o secretário de Estado, Marco Rubio, destacaram a importância do plano em coletivas de imprensa realizadas ainda pela manhã.
Hegseth afirmou que dois navios comerciais estadunidenses, acompanhados por destroyers americanos, já haviam transitado com segurança pelo estreito, demonstrando que a passagem estava livre. “Sabemos que os iranianos estão envergonhados com esse fato. Eles disseram que controlam o Estreito. Não controlam”, declarou. O secretário também alegou que “centenas de navios de nações ao redor do mundo estão se preparando para deixar o local com ajuda dos EUA”.
“Mantemos a vantagem, e o Projeto Liberdade só reforça essa posição”, acrescentou Hegseth — apenas para que Trump anunciasse a suspensão do plano horas depois.
Em outra coletiva, Rubio também defendeu a medida, classificando-a como fundamental para encerrar o conflito com o Irã. “A Operação Fúria Épica foi concluída. Cumprimos os objetivos dessa operação”, declarou. “Não estamos buscando uma situação adicional. Preferimos o caminho da paz. O que o presidente prefere é um acordo.”
Rubio ainda afirmou que o Projeto Liberdade seria uma ação defensiva, e que os EUA só disparariam contra o Irã “se formos alvejados”. No entanto, mais uma vez, Trump mudou de ideia, deixando seus aliados em uma situação delicada.
A incerteza em torno do conflito com o Irã persiste, com o presidente alternando entre declarações de que a guerra terminou e novas ameaças ou atualizações nas negociações.