Uma oficina comunitária nos Estados Unidos acaba de realizar um feito impressionante: em apenas quatro dias, três Toyota Century JDM, modelos de luxo japoneses raros e complexos, foram recuperados e devolvidos à condição de rodagem. Um deles, um exemplar marrom desgastado comprado por US$ 1.400, já realizou seu primeiro teste nas ruas de Statesville, Carolina do Norte, surpreendendo pela dignidade com que se move.

A história começou quando um dos membros do grupo, frustrado por não possuir um Century, decidiu reverter a situação. A oficina, que antes era uma antiga fundição, tornou-se um refúgio para esses carros grandes e imponentes, apelidados de "balsas VIP". No entanto, a falta de peças de reposição e a complexidade mecânica desses veículos afastam muitos interessados. Mesmo assim, a equipe aprendeu os truques necessários para mantê-los na estrada.

Como tudo começou? Tudo começou quando Matthew Anderson, um dos responsáveis pela oficina, chegou pela manhã e encontrou Thomas, o chefe de manutenção, trabalhando no Century marrom — possivelmente após uma segunda noite seguida sem dormir. Mas o que exatamente esses carros precisam para voltar a rodar?

Os desafios da ressurreição

Thomas, o "sussurrador de Centurys", detalhou em um relatório os principais problemas enfrentados e como foram resolvidos:

  • Bomba de combustível: Após vasculhar um estoque de peças eletrônicas aleatórias, foi encontrado um substituto funcional. Com componentes de latão comprados em uma loja de ferragens e peças de freio de um fornecedor automotivo, foi possível montar um sistema que, tecnicamente, funcionou — apesar do combustível, com pelo menos 20 anos de idade, ter um cheiro nada agradável.
  • Braço oscilante: Durante a remoção do compressor de ar para reaproveitar uma válvula em outro Century, descobriu-se que o braço oscilante estava prestes a se soltar. A equipe optou por deixá-lo assim temporariamente enquanto busca uma peça de reposição.
  • Pneus: Quatro pneus usados de 14 polegadas com faixas brancas foram encontrados em um depósito improvisado. Embora não fossem novos, eram mais redondos do que os pneus originais e, pelo menos, conseguiam segurar o ar e equilibrar corretamente. Os aros de aço estampado, no entanto, pareciam deslocados no visual do carro.
  • Revisão completa: Além disso, o carro passou por uma inspeção minuciosa: freios, suspensão, sistema de ignição, linhas de vácuo e todos os itens misteriosos típicos de uma relíquia japonesa de luxo. Surpreendentemente, a suspensão pneumática original ainda funcionava.

Durante o primeiro reabastecimento, Thomas notou adesivos vermelhos indicando a necessidade de combustível premium e também evidências de que o cabeçote havia sido recentemente reparado.

Apesar dos desafios, a oficina não apenas ressuscitou os três Centurys, como também transformou um espaço antes abandonado em um ponto de encontro para entusiastas de carros clássicos japoneses. Agora, a missão é encontrar aros mais adequados e garantir que esses "velhos sábios" continuem a circular pelas estradas.

"Eles são assustadores de se encarar, mas valem cada esforço. Esses carros não são apenas máquinas; são obras de arte sobre rodas." — Thomas, chefe de manutenção da oficina.
Fonte: Hagerty