YouTube amplia ferramenta de detecção de IA para proteção de celebridades

O YouTube anunciou a expansão do acesso à sua ferramenta de detecção de semelhança por inteligência artificial para agências de talento e empresas de gestão de celebridades nos Estados Unidos. A tecnologia, semelhante ao Content ID, identifica o uso não autorizado de imagens geradas por IA, como deepfakes, permitindo que os envolvidos revisem e solicitem a remoção de conteúdos que violem suas diretrizes de privacidade.

Como funciona a ferramenta

Para utilizar o sistema, os participantes devem verificar sua identidade antes de se inscreverem. Os dados fornecidos durante o cadastro são usados exclusivamente para verificação e não são empregados no treinamento dos modelos de IA generativa do Google. Os usuários também podem optar por sair a qualquer momento, e o YouTube apagará as informações coletadas.

Parcerias com grandes agências de talento

O lançamento contou com o apoio de grandes agências, como CAA, UTA, WME e Untitled Management. Em comunicado publicado na terça-feira, o YouTube afirmou:

"Com o suporte dessas agências líderes, refinamos como a detecção de semelhança pode melhor atender aos talentos. Agora, celebridades e artistas podem acessar essa ferramenta, mesmo sem ter um canal no YouTube."

Expansão gradual desde dezembro de 2024

A ferramenta foi inicialmente lançada em dezembro de 2024 em parceria com clientes da CAA. Em outubro, foi expandida para 5 mil criadores, e em março deste ano, chegou a políticos, candidatos e jornalistas. Agora, o foco está em proteger a imagem de celebridades e profissionais do entretenimento.

Novas oportunidades de monetização com IA

Além da segurança, o YouTube explora formas de os criadores e artistas gerenciarem e autorizarem o uso de suas semelhanças em conteúdos de IA, criando novas fontes de receita. A plataforma também reforça seu compromisso com o NO FAKES Act, projeto de lei que estabelece direitos federais de publicidade para combater o uso indevido de imagens geradas por IA e garantir que a tecnologia complemente, e não substitua, a criatividade humana.

Fonte: The Wrap