Investigação criminal contra o SPLC

O Southern Poverty Law Center (SPLC), organização sem fins lucrativos conhecida por combater grupos de ódio e extremismo, revelou que está sob investigação criminal do Departamento de Justiça dos EUA. A apuração teria como foco o uso anterior de informantes pagos para infiltrar organizações extremistas violentas.

Declaração do CEO do SPLC

Em comunicado obtido pela Associated Press, o CEO do SPLC, Bryan Fair, afirmou que a entidade desconhece detalhes da investigação, mas destacou que os informantes foram usados para monitorar ameaças de violência em grupos extremistas e compartilhar informações com autoridades policiais.

«Quando começamos a trabalhar com informantes, vivíamos à sombra do auge do Movimento pelos Direitos Civis, marcado por atentados a igrejas, violência estatal contra manifestantes e assassinatos de ativistas sem resposta do sistema de justiça. Não há dúvida de que o que aprendemos com os informantes salvou vidas.»

Fair também declarou que o SPLC irá defender vigorosamente sua atuação, seus funcionários e sua missão institucional.

Contexto e críticas ao SPLC

Fundado em 1971 no Alabama, o SPLC teve origem no combate a grupos supremacistas brancos após o Movimento pelos Direitos Civis. No entanto, ao longo das décadas, a organização passou a ser alvo de críticas, especialmente por setores conservadores, que a acusam de viés político-partidário e de promover uma agenda de esquerda.

Em 2023, o diretor do FBI, Kash Patel, anunciou o fim de um acordo de colaboração com o SPLC, encerrando décadas de parceria na identificação de grupos extremistas.

Preocupações com uso político do Departamento de Justiça

A investigação reacendeu temores de que o ex-presidente Donald Trump esteja utilizando o Departamento de Justiça para perseguir críticos e opositores políticos durante seu segundo mandato. A suspeita é de que a agência esteja sendo transformada em um instrumento de retaliação contra dissidentes.