O Estreito de Ormuz, uma das rotas comerciais mais importantes do mundo, voltou a ser alvo de ataques. Segundo a Reuters, um cargueiro indiano, que transportava gado da África para os Emirados Árabes Unidos, foi afundado na quinta-feira (14) em águas próximas à costa de Omã. Todos os 14 tripulantes foram resgatados com segurança.
Em outro incidente, a UKMTO (Agência Britânica de Segurança Marítima) relatou que pessoal não autorizado abordou um navio ancorado próximo ao porto de Fujairah, nos Emirados Árabes Unidos, e tentou desviá-lo para o Irã.
Enquanto isso, navios-tanque do Japão e da China fecharam acordos com as autoridades iranianas para garantir passagem segura pela região nesta semana. Empresas chinesas, em particular, têm adotado uma postura mais conciliatória com o Irã para evitar incidentes.
Durante o auge das tensões, o fluxo de navios pelo estreito caiu de uma média diária de 130 para apenas oito. Recentemente, o número voltou a subir, com cerca de 30 embarcações transitando entre a noite de quarta-feira e esta semana. No entanto, o controle sobre a passagem permanece firmemente nas mãos do Irã, que exige concessões para permitir a livre navegação.
As tentativas do presidente Donald Trump de forçar a reabertura da rota não tiveram sucesso. Seu plano, apelidado de "Projeto Liberdade", previa que o Irã cedesse às exigências americanas, como a entrega de seu estoque nuclear e o abandono de ambições atômicas. A estratégia incluía uma viagem de Trump à China para pressionar Pequim a influenciar Teerã. No entanto, a missão fracassou, e a guerra no Irã foi contida sem que os EUA alcançassem seus principais objetivos.
Atualmente, o Estreito de Ormuz continua sob forte influência iraniana, com navios chineses conseguindo passagem apenas por meio de alianças estratégicas com o regime de Teerã. A postura da China, entretanto, tem sido mais discreta do que o esperado, levantando dúvidas sobre suas ambições globais.
Para a cúpula com o líder chinês Xi Jinping, Trump levou executivos como Elon Musk (Tesla), Tim Cook (Apple) e David Solomon (Goldman Sachs). No entanto, a ausência de figuras mais linha-dura na administração americana e a liderança das negociações pelo secretário do Tesouro, Scott Bessent — em vez do secretário de Estado, Marco Rubio — indicam que as tarifas comerciais são o principal foco da estratégia dos EUA frente à China.