O presidente Donald Trump deve receber, nesta quinta-feira (12), um briefing detalhado sobre novas opções militares contra o Irã, apresentado pelo comandante do CENTCOM, almirante Brad Cooper. A informação foi confirmada por duas fontes com conhecimento do assunto à Axios.

Por que isso importa: A reunião sinaliza que Trump está seriamente considerando a retomada de operações militares de grande escala, seja para desbloquear as negociações ou para encerrar o conflito com um golpe decisivo.

Planos em discussão

Nos bastidores, o CENTCOM preparou um plano para uma onda curta e poderosa de ataques contra o Irã, possivelmente incluindo alvos de infraestrutura, com o objetivo de forçar o país a voltar à mesa de negociações com maior flexibilidade no tema nuclear. Outra estratégia em análise envolve o controle parcial do Estreito de Ormuz, para reabrir a passagem ao comércio marítimo, o que poderia incluir o uso de forças terrestres, segundo uma fonte.

Outra opção, já discutida anteriormente, é uma operação de forças especiais para garantir o controle sobre o estoque de urânio altamente enriquecido do Irã.

Estratégias de pressão

Na quarta-feira, Trump afirmou à Axios que considera o bloqueio naval ao Irã uma medida mais eficaz do que bombardeios. Duas fontes revelaram que, atualmente, o bloqueio é visto como a principal ferramenta de pressão, mas o presidente não descarta ações militares caso o Irã não ceda. Além disso, os planejadores militares dos EUA avaliam a possibilidade de retaliações iranianas contra forças americanas na região.

Detalhes da reunião: O general Dan Caine, chefe do Estado-Maior Conjunto, também deve participar do briefing nesta quinta-feira, segundo as fontes. A Casa Branca não respondeu a pedidos de comentário.

Contexto histórico

Em 26 de fevereiro, Cooper já havia apresentado um briefing semelhante a Trump, dois dias antes do início da guerra entre EUA e Israel contra o Irã. Uma fonte próxima ao presidente afirmou que essa reunião contribuiu para a decisão de Trump de iniciar o conflito.

Fonte: Axios