Um caso curioso na Geórgia, nos Estados Unidos, serve como alerta para diversas regiões do país, onde empreendimentos de data centers são aprovados às pressas sem que os sistemas de monitoramento de água sejam atualizados para detectar aumentos bruscos no consumo.

Na última sexta-feira, o Politico revelou que um dos maiores data centers do país consumiu quase 30 milhões de galões de água sem pagar por isso. Pior: o consumo ocorreu em um momento em que moradores da região, afetados por seca, foram orientados a reduzir o uso de água e relataram quedas repentinas na pressão do fornecimento.

Uma investigação realizada pela empresa de serviços públicos do condado de Fayette, na Geórgia, descobriu que a Quality Technology Services (QTS) possuía duas conexões industriais de água não monitoradas. Segundo o Politico, uma das ligações foi instalada sem o conhecimento da concessionária, enquanto a outra não estava vinculada à conta da empresa, o que impediu a cobrança pelo uso excessivo.

Impacto ambiental e falta de fiscalização

O episódio levanta preocupações sobre a gestão hídrica em regiões com escassez de recursos. Especialistas destacam que a ausência de sistemas de monitoramento adequados permite que grandes consumidores, como data centers, operem sem transparência, agravando crises locais de abastecimento.

Repercussão e cobranças por mudanças

Autoridades locais e ambientalistas exigem a revisão dos processos de aprovação desses empreendimentos, além da implementação de mecanismos de fiscalização mais rígidos. A falta de regulamentação específica para o uso de água por data centers é apontada como um dos principais problemas.

O que diz a QTS?

A empresa Quality Technology Services ainda não se pronunciou publicamente sobre o caso. O Politico informou que a concessionária local está revisando os procedimentos de monitoramento para evitar novos episódios semelhantes.