A senadora Elizabeth Warren voltou a se posicionar contra a fusão entre a Paramount Global e a Warner Bros. Discovery, classificando o acordo como "ruim para todos" e usando a série Severance como exemplo.

Em publicação na plataforma X (antigo Twitter), Warren destacou:

"O mais assustador em 'Severance' é que, se um único estúdio controlar Hollywood, séries como essa podem desaparecer. E é exatamente isso que Donald Trump está tentando viabilizar."

A parlamentar lembrou que o roteiro de Severance, criado por Dan Erickson e produzido por Ben Stiller, demorou anos para ser aceito por um estúdio. Severance só se tornou realidade após a Apple TV+ adquiri-lo em 2019, estreando em 2022 e com novas temporadas previstas.

Warren questionou:

"Se o criador tivesse apenas um ou dois estúdios para apresentar sua ideia, talvez Severance nunca tivesse existido."

A concentração de poder nas mãos de poucos conglomerados, segundo ela, prejudicaria consumidores e profissionais do setor.

"Grandes fusões midiáticas são ruins para todos: os preços sobem, os empregos desaparecem e as opções na TV diminuem."

Ela também criticou o controle da Paramount pela família Ellison, alinhada a Trump, e o risco de uma influência ainda maior do ex-presidente no entretenimento.

"Não quero que todos os meus filmes e séries sejam controlados por uma dinastia alinhada a Trump. Por isso, estou me manifestando."

Warren já havia se manifestado em fevereiro sobre a disputa entre Paramount e Netflix pela Warner Bros. Discovery. Na ocasião, afirmou:

"Uma fusão entre Paramount, Skydance e Warner Bros. é um desastre antitruste, ameaçando preços mais altos e menos opções para as famílias americanas."

Ela indagou o que representantes de Trump teriam dito ao CEO da Netflix na Casa Branca e alertou sobre o risco de bilionários alinhados ao ex-presidente dominarem o que os americanos assistem, cobrando preços abusivos.

"Com a sombra da corrupção pairando sobre o Departamento de Justiça de Trump, cabe ao povo americano e aos procuradores-gerais estaduais fazer valer a lei."

Fonte: The Wrap