O Comando Central dos EUA anunciou ontem a destruição de seis embarcações iranianas de pequeno porte e alguns drones como parte da Operação Liberdade, iniciativa do presidente Donald Trump para reabrir o Estreito de Ormuz ao transporte marítimo. A operação, considerada parcialmente bem-sucedida, permitiu que a Marinha dos EUA começasse a escoltar navios comerciais pela região a partir de segunda-feira, conforme relatado pelo The New York Times.

Dois navios comerciais com bandeira americana já cruzaram o estreito, incluindo um cargueiro da Maersk que transportava veículos sob a bandeira marítima dos EUA. No entanto, o Irã negou que qualquer navio tenha passado pela área e acusou os EUA de atacar embarcações civis, resultando em vítimas — alegações que não foram confirmadas por fontes independentes.

A tensão escalou após relatos de explosões e incêndios em navios mercantes no Golfo Pérsico, além de um ataque com mísseis iranianos a um porto de petróleo nos Emirados Árabes Unidos, que abriga uma base militar americana. O fogo atingiu a refinaria de Fujairah, forçando o país a declarar seu direito de resposta.

O Irã divulgou um mapa ampliando sua área de controle marítimo, incluindo trechos da costa dos Emirados Árabes Unidos, como Fujairah e Khorfakkan — portos estratégicos que o país tem usado para contornar o bloqueio do Estreito de Ormuz desde o início do conflito. A escalada de hostilidades já impactou os preços do petróleo, que subiram em resposta.

Análise: A trégua entre EUA e Irã parece cada vez mais frágil, com o Irã intensificando suas ações e os Emirados Árabes Unidos enfrentando um cenário complexo em suas relações com aliados do Golfo. A situação pode se tornar um ponto de virada na região.

Fonte: Reason