A presença de agentes da Imigração e Alfândega dos EUA (ICE) no Mundial de Futebol de 2026 já gera polêmica. O anúncio, feito pelo chefe da agência, Todd Lyons, em março, indicava que os fiscais atuariam apenas para garantir a segurança do evento — não para fiscalizações ou detenções.

No entanto, o comitê organizador da Copa em Los Angeles admitiu que não pode garantir essa restrição. A declaração veio após pedidos da FIFA, liderados pelo presidente Gianni Infantino, e ameaças de greve de trabalhadores de alimentação e bebidas, grupo com maior risco de sofrer abordagens da ICE.

Kathryn Schloessman, chefe do comitê, afirmou:

“Estamos trabalhando em estreita colaboração com a ICE para garantir que eles se concentrem apenas na segurança do evento e em mais nada. Mas, tendo dito isso, não sou a pessoa que toma a decisão final.”

A incerteza sobre o papel da agência pode transformar a organização do torneio em um verdadeiro pesadelo para os EUA, as cidades-sede, os torcedores internacionais e os inúmeros trabalhadores migrantes que atuam nos bastidores.

Críticos temem que a presença da ICE, conhecida por suas operações de fiscalização rigorosa, possa intimidar participantes e profissionais, além de prejudicar a imagem do evento como um espaço de união global.