Um surto de hantavírus em um navio de expedição colocou em alerta autoridades de saúde e passageiros. Até 6 de maio, três pessoas haviam falecido em decorrência de doenças respiratórias agudas, e outros casos suspeitos foram registrados entre tripulantes e passageiros.

A investigação busca determinar se o vírus, normalmente transmitido por roedores, teria se espalhado entre pessoas a bordo — um cenário raro, mas preocupante.

Marieke Rosenbaum, professora assistente do Departamento de Doenças Infecciosas e Saúde Global da Escola de Medicina Veterinária Cummings da Universidade Tufts, estuda a presença de hantavírus em ratos em Boston. Segundo ela, é fundamental que a população entenda os riscos associados à doença, os casos recentes e as formas de prevenção.

O que é o hantavírus e como ele é transmitido?

O hantavírus é uma doença rara, mas potencialmente fatal, transmitida principalmente por roedores infectados. A contaminação ocorre quando uma pessoa entra em contato com fezes, urina ou saliva do animal, ou inala partículas contaminadas no ar.

Os sintomas iniciais incluem febre, dores musculares e fadiga, evoluindo para problemas respiratórios graves em casos avançados. Não há transmissão comprovada entre humanos na maioria dos casos, mas a investigação no navio levanta dúvidas sobre essa possibilidade.

Medidas de prevenção contra o hantavírus

Para reduzir os riscos de contaminação, especialistas recomendam:

  • Evitar o contato com roedores e seus excrementos;
  • Manter ambientes limpos e livres de entulhos que possam atrair animais;
  • Usar máscaras e luvas ao limpar áreas potencialmente contaminadas;
  • Ventilar locais fechados antes de entrar;
  • Procurar ajuda médica imediatamente em caso de sintomas suspeitos.

O que dizem os especialistas sobre o surto no navio?

Segundo Rosenbaum, embora a transmissão entre humanos seja incomum, a investigação no navio é crucial para entender se houve alguma mutação ou condição específica que permitiu a propagação. Até o momento, não há evidências conclusivas de que o vírus tenha se espalhado dessa forma.

As autoridades reforçam que o principal meio de prevenção continua sendo evitar o contato com roedores e seus ambientes contaminados.