A maioria das bases militares dos Estados Unidos no Oriente Médio foi danificada por ataques retaliatórios do Irã, segundo investigação da CNN divulgada na última sexta-feira. Pelo menos 16 instalações americanas em oito países foram atingidas, incluindo alvos no Iraque, Síria, Jordânia e Arábia Saudita.
Um integrante do governo dos EUA, que pediu anonimato, afirmou à rede que a extensão dos danos é sem precedentes. “Nunca vi nada parecido. São ataques rápidos, precisos e com tecnologia avançada”, declarou. Os principais alvos incluíram aeronaves de alto valor, como o Boeing E-3 Sentry, usado para vigilância, comando e controle, destruído na Base Aérea Prince Sultan, na Arábia Saudita. O avião, avaliado em quase meio bilhão de dólares e fora de produção, é insubstituível no curto prazo.
Outros alvos incluíram sistemas de comunicação críticos. Em Camp Arifjan, no Kuwait, imagens de satélite mostraram que apenas uma das cúpulas de proteção de antenas (ray domes) permaneceu intacta. Esses sistemas são essenciais para operações militares e estão entre os mais caros e difíceis de substituir na região.
“Nossos radares são nossos recursos mais valiosos e limitados no Oriente Médio”, afirmou um assessor do Congresso americano à CNN, com base em avaliações de danos. Anteriormente, foi relatado que 13 bases americanas haviam se tornado praticamente inabitáveis, forçando militares a trabalhar remotamente em hotéis e escritórios.
Nos primeiros 14 dias do conflito, os ataques iranianos causaram prejuízos estimados em US$ 800 milhões, segundo relatório do Center for Strategic and International Studies e análise da BBC. Durante audiência na Comissão de Serviços Armados da Câmara dos Deputados, o subsecretário de Defesa dos EUA, Jules Hurst, revelou que a campanha militar de Donald Trump já custou US$ 25 bilhões — valor que não inclui os reparos nas bases danificadas.
Enquanto isso, Trump afirmou que os EUA teriam destruído quase todos os ativos militares do Irã, mas relatórios indicam que a situação é bem diferente.