O jornalista Scott MacFarlane, ex-correspondente da CBS News, decidiu não comparecer ao Jantar de Correspondentes da Casa Branca (WHCD) neste sábado (26). Em um vídeo publicado no YouTube antes do evento, ele justificou sua ausência com críticas diretas ao governo atual.
MacFarlane afirmou que preferiria ficar em casa assistindo a reprises de ‘Seinfeld’, comendo um jantar congelado da Swanson’s e tomando uma cerveja. Segundo ele, a decisão não se trata apenas de uma escolha pessoal, mas de um posicionamento político.
“Não é um bom momento para estar lá”, declarou. “Quando você tem pessoas como o presidente e o secretário de Defesa sendo homenageadas em um evento que celebra a Primeira Emenda, mas que, ao mesmo tempo, atacam organizações de imprensa, processam jornalistas e tentam deslegitimar a mídia, não parece coerente.”
O jornalista também mencionou ações recentes do governo, como processos judiciais contra veículos de comunicação e retórica hostil contra repórteres. Para ele, participar do evento seria, no mínimo, contraditório.
“O presidente processou organizações de mídia por milhões, senão bilhões de dólares”, afirmou. “Ele já ameaçou repórteres, os chamou de nomes e implementou uma estratégia de comunicação que desmerece o trabalho jornalístico. Além disso, o secretário de Defesa adotou políticas que já resultaram em processos federais.”
MacFarlane ainda destacou que o evento, que tradicionalmente celebra a liberdade de imprensa, teria como convidados de honra figuras que, segundo ele, colocam essa liberdade em risco.
“Parece estranho comemorar a Primeira Emenda em um evento que homenageia pessoas que a desafiam”, argumentou. Em seguida, ele compartilhou um trecho de uma conversa com a equipe do programa ‘Status’, reforçando sua posição.
O Jantar de Correspondentes da Casa Branca de 2026 será o primeiro presidido por Donald Trump. O mentalista Oz Pearlman, contratado para entreter os convidados, afirmou que está preparado para “entrar na mente do presidente” durante sua apresentação.
“Não vou revelar nada confidencial”, garantiu Pearlman em entrevista ao programa ‘The Weekend’, da MSNBC. “Tenho me preparado para este momento há dez anos. Assisti a vídeos por meses e pensei em como aproveitar ao máximo os 60 segundos que poderia ter com o presidente.”