Um caso recente nos Estados Unidos revelou uma trama surpreendente envolvendo um negociador de ransomware. Em vez de defender os interesses de suas vítimas, o profissional atuava em conluio com os hackers para aplicar ataques e obter lucros ilícitos.

Segundo o Departamento de Justiça dos EUA, Angelo Martino, um negociador de ransomware com sede na Flórida, se declarou culpado por conspiração para cometer ataques cibernéticos contra pelo menos cinco empresas americanas. A acusação alega que ele fornecia informações estratégicas aos criminosos, como limites de apólices de seguro e táticas de negociação, enquanto representava as vítimas.

Como funcionava a fraude

O ransomware é um tipo de ataque cibernético que criptografa dados ou sistemas das vítimas, exigindo pagamento para restaurar o acesso. Empresas de setores críticos, como hospitais e companhias aéreas, são alvos frequentes. No entanto, Martino não apenas negociava com os hackers — ele fazia parte do esquema.

De acordo com o Departamento de Justiça, ele conspirou com outros dois especialistas em segurança cibernética, Ryan Goldberg e Kevin Martin, para aplicar ataques entre abril e novembro de 2023. Uma das vítimas teria pago cerca de US$ 1,2 milhão em Bitcoin, valor dividido entre os três criminosos.

Bens apreendidos e pena máxima

As autoridades apreenderam mais de US$ 10 milhões em ativos de Martino, incluindo criptomoedas, um food truck e um barco de luxo para pesca. Ele enfrenta uma pena máxima de 40 anos de prisão pelos crimes confessados.

Impacto dos crimes cibernéticos

Esse caso destaca a gravidade dos ataques de ransomware e a importância de contratar profissionais éticos e confiáveis. Além disso, reforça a necessidade de medidas de segurança robustas para proteger dados sensíveis.

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Fonte: Futurism