A Assembleia Legislativa de Nova York estuda um projeto de lei que obrigaria empresas com faturamento líquido superior a US$ 5 milhões a reduzir ou eliminar o uso de embalagens plásticas. A proposta, defendida por ambientalistas, visa combater a poluição, diminuir o desperdício e transferir parte dos custos de reciclagem das grandes corporações para elas próprias, em vez de repassá-los aos contribuintes.

No entanto, o setor de varejo, fabricantes de embalagens e outros grupos empresariais alertam que a medida pode ter efeitos colaterais indesejados. Segundo eles, alternativas ao plástico — como papel reciclado ou materiais biodegradáveis — costumam ser mais caras e menos eficientes na proteção de produtos essenciais, como papel higiênico, fraldas e toalhas de papel. Além disso, há risco de danos aos bens durante o transporte e armazenamento, o que poderia gerar problemas de abastecimento e, consequentemente, aumento nos preços para as famílias.

Os defensores do projeto, por outro lado, argumentam que os benefícios ambientais superam as preocupações econômicas. Para eles, a redução do uso de plásticos descartáveis é uma medida urgente para preservar ecossistemas e reduzir a poluição nos oceanos e aterros sanitários.

Fonte: Reason