A estatueta do Oscar do documentário "Mr. Nobody Against Putin", dirigida por Pavel Talankin, foi localizada na Alemanha após ser confiscada pela TSA (Transportation Security Administration) no aeroporto John F. Kennedy (JFK), em Nova York, sob a alegação de que poderia ser usada como arma.

A Lufthansa, que transportava o cineasta, confirmou ao BBC na sexta-feira (12) que o prêmio foi encontrado em Frankfurt e já está seguro sob seus cuidados. A companhia aérea emitiu um comunicado oficial pedindo desculpas pelo incidente e garantindo que um revisão interna está em andamento para evitar novos casos semelhantes.

"O Oscar agora foi localizado e está seguro sob nossos cuidados em Frankfurt", afirmou a Lufthansa. "Lamentamos profundamente o transtorno causado e já nos desculpamos com o proprietário. A manipulação cuidadosa e segura dos pertences de nossos passageiros é de extrema importância para nós."

O prêmio será devolvido a Talankin o mais rápido possível, segundo a empresa.

O confisco no aeroporto JFK

O incidente ocorreu na quinta-feira (11), quando Talankin chegava ao JFK para embarcar de volta à Europa. Ele carregava a estatueta como bagagem de mão. Segundo o co-diretor do documentário, David Borenstein, um agente da TSA impediu que ele embarcasse com o prêmio, alegando que a peça poderia ser usada como arma.

"Nosso produtor executivo, Robin Hessman, tentou negociar com a agente, mas não houve acordo", contou Borenstein em uma publicação no Instagram. "Até hoje, não encontramos nenhum caso semelhante de alguém obrigado a despachar um Oscar. Será que Talankin teria sido tratado da mesma forma se fosse um ator famoso ou falasse inglês fluentemente?", questionou.

Reconhecimento internacional

Talankin e sua equipe venceram o Oscar de Melhor Documentário em março de 2026 por "Mr. Nobody Against Putin", ao lado de Helle Faber e Alžběta Karásková. O filme aborda a resistência russa contra o regime de Vladimir Putin.

A estatueta, que já havia sido alvo de polêmicas devido ao seu tema político, tornou-se ainda mais notícia após o episódio com a TSA. A Lufthansa reforçou que está comprometida com a segurança de seus passageiros, mas também com o respeito aos bens pessoais.

Fonte: The Wrap