O Pentágono acaba de liberar uma série de arquivos inéditos sobre OVNIs (Objetos Voadores Não Identificados), agora classificados como Fenômenos Anômalos Não Identificados (UAPs). Entre os documentos, estão 162 arquivos que estavam sob sigilo há décadas e que agora podem ser acessados por qualquer pessoa pela internet.
A divulgação ocorreu na última sexta-feira (16) e faz parte de uma ordem presidencial emitida em fevereiro, que determinou maior transparência sobre o tema. Os arquivos estão disponíveis em uma nova seção do site do Departamento de Defesa dos EUA e incluem vídeos, fotos e documentos originais de fontes governamentais de todo o país — sem necessidade de autorização prévia.
Em comunicado publicado na plataforma X (antigo Twitter), o Pentágono afirmou:
"O povo americano agora pode acessar instantaneamente os arquivos desclassificados sobre UAPs do governo federal. Os vídeos, fotos e documentos originais de todo o governo dos EUA estão reunidos em um só lugar — sem necessidade de autorização."
A iniciativa também critica administrações anteriores por terem mantido os documentos em segredo. Segundo o órgão, enquanto governos passados buscaram descredibilizar ou desencorajar a população, a atual gestão prioriza a transparência máxima. Novos arquivos serão adicionados à base de dados de forma contínua.
O interesse por OVNIs cresce nos últimos anos
O aumento do interesse pelo tema nos últimos anos está diretamente ligado à disseminação de conteúdos nas redes sociais. Um único registro visual, quando compartilhado, pode alcançar milhões de pessoas em questão de minutos. Além disso, diversos documentários sobre o assunto foram lançados recentemente, contribuindo para o debate público.
Dados recentes reforçam essa tendência: em 2025, 56% dos americanos acreditam na existência de vida extraterrestre, enquanto 47% acreditam que eles já visitaram a Terra — um aumento em relação aos 36% registrados em 2012.
O que os arquivos revelam?
Os documentos incluem fotografias, relatos de testemunhas oculares e casos não resolvidos, ou seja, situações em que o governo não conseguiu determinar a natureza do fenômeno observado. Um dos arquivos contém uma transcrição da missão Apollo 17, na qual astronautas mencionam partículas brilhantes ou fragmentos. Outros relatos datam da década de 1950.
No entanto, especialistas pedem cautela. Sean Kirkpatrick, ex-oficial de inteligência que liderou a All-domain Anomaly Resolution Office (AARO) até 2023, analisou os documentos e afirmou à AP News que não há provas conclusivas sobre extraterrestres.
"As pessoas não devem esperar encontrar documentos com fotos ou entrevistas com alienígenas. Isso simplesmente não existe."