A CEO da Linden Productions, Riva Marker, revelou como a empresa se tornou referência em adaptar peças teatrais para o cinema. Um exemplo recente é a adaptação de Is God Is, da dramaturga Aleshea Harris, que estreia nos cinemas neste fim de semana.

Marker contou que, ao ler o roteiro pela primeira vez, percebeu o potencial da história desde o início. "Havia um aspecto muito intenso na voz dela, nas palavras e na jornada — uma espécie de viagem odisseica que os personagens percorrem", afirmou em entrevista ao TheWrap. "Desde o primeiro momento, parecia um filme, com uma energia e um ritmo próprios."

A Linden Productions tem se destacado nesse tipo de adaptação, com projetos como Reality, estrelado por Sydney Sweeney, também baseado em uma peça teatral e dirigido pela dramaturga Tina Satter. "A arte da narrativa é uma só, independentemente do meio — cinema, televisão ou teatro", disse Marker. "Trabalhamos com artistas que desenvolvem algo no palco e, depois, querem transformá-lo em filme. Nossa função é ajudá-los a conduzir essa transição."

O equilíbrio entre criatividade e mercado

Embora se considere uma produtora voltada para os artistas, Marker reconhece a importância de equilibrar a visão criativa com as demandas do mercado. Às vezes, isso significa adiar projetos quando o momento não é propício. "Às vezes, o mercado simplesmente não está pronto para um projeto, mas isso não significa que ele está morto", explicou. Ela citou o exemplo do musical Fun Home, baseado na graphic novel de Alison Bechdel, que a Linden espera adaptar há anos. "O mundo ainda não está pronto para esse filme, mas, em algum momento, estará."

Marker comparou o processo a uma onda: "É uma jornada de aprendizado para surfar essa onda. Nem tudo vai dar certo, e você precisa manter várias bolas no ar para seguir em frente". Ela reforçou que, assim como há o diretor certo para cada projeto, também existe o produtor ideal — e, às vezes, é necessário "deixar seus bebês irem".

Como identificar novos talentos

Em outra parte da entrevista, Marker falou sobre seu papel em apostar em diretores estreantes. "Uma das coisas que mais amo em ser produtora é acreditar em pessoas e ver potencial nelas", afirmou. "Buscamos diretores que tenham uma voz única, que consigam transmitir uma visão clara e que estejam dispostos a aprender."

Ela destacou que o processo de mentoria envolve não apenas confiar no talento do diretor, mas também oferecer suporte para que ele se desenvolva. "Às vezes, é preciso dar espaço para que eles cresçam, mesmo que isso signifique assumir riscos."

O futuro das adaptações teatrais

Para Marker, o cinema e o teatro continuarão a se influenciar mutuamente. "Acredito que sempre haverá espaço para histórias que começam no palco e ganham vida nas telas", disse. "Nosso trabalho é identificar essas histórias e ajudar a transformá-las em algo maior."

Fonte: The Wrap