O ex-presidente Donald Trump pediu, na manhã desta quarta-feira (12), a demissão imediata de um assessor do Senado que, segundo ele, teria feito com que o líder republicano Mitch McConnell parecesse completamente desorientado durante uma audiência no Comitê de Apropriações do Senado.
A confusão ocorreu na terça-feira (11), quando McConnell tentou encerrar prematuramente a sessão, na qual os secretários Pete Hegseth (Defesa) e o general Dan Caine (Estado-Maior Conjunto) prestavam depoimento sobre o orçamento do Pentágono e a guerra no Irã. O assessor, identificado como Robert Karem, se aproximou de McConnell e, em voz alta, afirmou que outros senadores ainda tinham perguntas a fazer.
McConnell respondeu: “Vou pedir à senadora Murkowski que encerre.”
Karem retrucou: “As senadoras Baldwin e Shaheen, e o senador Kennedy ainda têm perguntas.”
Em publicação no Truth Social, Trump classificou o episódio como uma “trapalhada” e exigiu a demissão de Karem:
“O cara que foi até Mitch McConnell hoje, quando ele achava que a audiência tinha terminado, e começou a cochichar no ouvido dele para que McConnell, tardiamente, apresentasse outras pessoas — todas democratas — e, com isso, fez Mitch parecer ridículo e completamente fora do ar, deveria ser demitido imediatamente. Isso foi um caso em que Mitch não estava confuso, ele simplesmente não entendeu por que estava sendo solicitado a fazer algo quando já era tarde, e as pessoas estavam se preparando para ir embora. Eles queriam ir para casa.”
Os senadores citados por Karem eram os democratas Tammy Baldwin e Jeanne Shaheen, além do republicano John Kennedy.
Curiosamente, Trump não apenas conhecia o nome do assessor como também já havia nomeado Robert Karem para o cargo de secretário assistente de Defesa para Assuntos de Segurança Internacional em 2017. Atualmente, Karem ocupa o posto de escrivão-chefe da Subcomissão de Defesa do Comitê de Apropriações do Senado.
O ex-presidente ainda acusou Karem de “fazer cena” e repetiu sua ordem: “DEMITAM ESSE CARA!”
O ataque de Trump a funcionários públicos específicos lembra a estratégia de Elon Musk, que também tem direcionado críticas a funcionários do governo.