O que resta de Frank Castle?

Desde sua criação, Frank Castle, o Punisher, sempre esteve ligado à vingança. Mas quem é ele sem sua missão? O que sobra quando os fantasmas do passado se tornam a única companhia? ‘The Punisher: One Last Kill’ tenta responder a essas perguntas em um especial de curta duração — 48 minutos, incluindo créditos. E, como sempre, Jon Bernthal brilha como o personagem, mesmo em uma história que parece desconectada do universo Marvel.

Um especial fora de sintonia com o MCU

O especial se passa após os eventos de ‘The Punisher’ (série da Netflix) e, aparentemente, durante a segunda temporada de ‘Daredevil: Born Again’. No entanto, não há qualquer conexão com o que está acontecendo no resto de Nova York. A história se limita ao bairro de Frank Castle, completamente isolada das tramas de rua do MCU.

Essa desconexão é ainda mais evidente após o final de ‘Daredevil: Born Again’ – Temporada 1, que sugeria que Frank ainda tinha contas a acertar com a Força-Tarefa Anti-Vigilantes de Wilson Fisk (Vincent D’Onofrio). Em vez de se integrar à narrativa atual, ‘One Last Kill’ parece levar o anti-herói para trás, mostrando-o mergulhado em alucinações e editado de forma frenética.

Jon Bernthal rouba a cena mais uma vez

Bernthal nunca decepcionou como Frank Castle, e esse especial não é exceção. Seu desempenho oscila entre a fúria maníaca e a determinação estoica, com seu TEPT em plena exibição. O ator entrega uma performance visceral, expondo a vulnerabilidade do personagem de uma forma que poucos conseguiram fazer antes.

Os fãs foram privilegiados ao vê-lo interagir com personagens como Matt Murdock (Charlie Cox) e Karen Page (Debra Ann Wohl), que elevavam ainda mais seu trabalho. Neste especial, no entanto, ele está sozinho. Isso faz com que Bernthal brilhe ainda mais, mas também evidencia a falta de química com os demais personagens, especialmente com Judith Light como Ma Gnucci.

Uma história que não convence

Embora a atuação de Bernthal seja o ponto alto, a narrativa deixa a desejar. A reintrodução da família Gnucci — que antes era apenas uma referência nos quadrinhos — agora ganha destaque, mas não o suficiente para sustentar o especial. A edição frenética e a falta de conexão com o MCU tornam ‘The Punisher: One Last Kill’ uma experiência isolada, que chega e vai embora rapidamente, sem deixar grande impacto.

Verdict

‘The Punisher: One Last Kill’ é um especial curto, intenso e visualmente impactante, mas que peca pela falta de integração com o universo Marvel. Jon Bernthal continua sendo o grande destaque, entregando uma performance memorável. No entanto, a história se mostra deslocada e pouco relevante para o cenário atual do MCU.

Fonte: The Wrap