Milícias pró-Irã desferem ataques coordenados contra infraestrutura petrolífera no Iraque
Desde março de 2026, milícias iraquianas alinhadas ao Irã têm intensificado ataques contra o setor petrolífero do país, enquanto a atenção global se volta para o Estreito de Ormuz. Esses grupos, embora operem sob instituições de segurança iraquianas, respondem diretamente ao líder supremo do Irã e incluem seis organizações designadas como terroristas pelos EUA.
Objetivos estratégicos e impacto econômico
Os ataques visam não apenas reduzir a influência americana na região, mas também minar a economia iraquiana, cuja receita depende em 90% do petróleo. A infraestrutura danificada pode levar anos para ser reparada, afastando investidores ocidentais e chineses essenciais para a modernização do setor.
Consequências:
- Interrupção da produção em campos-chave, como o de Sarsang, operado pela empresa americana HKN Energy;
- Ataques a refinarias estatais, como Baiji, a maior do país;
- Risco de perda de parcerias com empresas ocidentais e chinesas, que já enfrentam danos em projetos em andamento.
Alvos estratégicos e interesses geopolíticos
Os ataques não se limitam ao Curdistão iraquiano. Em março e abril de 2026, drones atingiram:
- O campo de Sarsang, na região semi-autônoma do Curdistão, operado pela HKN Energy;
- A refinaria Lanaz, majoritariamente controlada por elites políticas curdas;
- Instalações petrolíferas no Iraque federal, incluindo campos anteriormente alvejados;
- Projetos chineses, como o campo Buzurgan, onde a PetroChina atua sob contrato de serviço técnico.
"Os ataques não só prejudicam a economia iraquiana como também ameaçam a segurança energética regional. A dependência do Iraque em relação ao Irã pode se intensificar, limitando parcerias com o Ocidente e a China."
Resposta do governo iraquiano e perspectivas futuras
O primeiro-ministro interino, Mohammed Shia al-Sudani, tem buscado atrair investimentos ocidentais, especialmente americanos, para revitalizar o setor. No entanto, a instabilidade crescente e a proximidade das milícias com Teerã dificultam a implementação de reformas.
Analistas alertam que, sem uma resposta coordenada internacional, o Iraque pode enfrentar uma crise energética prolongada, com impactos globais no fornecimento de petróleo.