A Disney anunciou um crescimento de 7% na receita, atingindo US$ 25,2 bilhões no segundo trimestre fiscal de 2025, superando as projeções de analistas. O lucro ajustado por ação foi de US$ 1,57, acima dos US$ 1,50 esperados pelo mercado, conforme dados compilados pela Yahoo Finance.
O desempenho positivo foi impulsionado principalmente pelos segmentos de parques temáticos e streaming, embora tenha sido parcialmente afetado pelo aumento nos custos de direitos esportivos e marketing. O lucro líquido ajustado chegou a US$ 2,25 bilhões, com um crescimento de 4% no lucro operacional, que atingiu US$ 4,6 bilhões.
Estratégia de três pilares apresentada pelo novo CEO
Josh D’Amaro, em seu primeiro relatório como CEO da Disney, detalhou uma estratégia de longo prazo baseada em três pilares:
- Investimento em propriedade intelectual (IP): Foco em conteúdos que “quebram barreiras, criam conexões e perduram”;
- Engajamento de consumidores: Alcançar o público de forma mais integrada e envolvente;
- Tecnologia e inovação: Uso de ferramentas avançadas, como inteligência artificial, para potencializar a narrativa e aumentar a monetização.
“Acreditamos que a Disney está posicionada de forma única no setor global de entretenimento, com oportunidades significativas de crescimento. Competimos em um mercado dinâmico, que exige adaptação rápida às mudanças tecnológicas e de modelos de negócios. Mesmo assim, temos vantagens estruturais que nos permitem gerar valor a longo prazo para nossos acionistas.” — Josh D’Amaro, CEO da Disney
Desafios recentes e foco no Disney+
D’Amaro assumiu o comando em meio a desafios, como o fim da parceria com a OpenAI, demissões na Epic Games — sua parceira estratégica — e tensões políticas envolvendo a Disney e apresentadores de TV. No entanto, o executivo tem priorizado a transformação do Disney+ no “centro digital” da empresa, com previsão de crescimento contínuo nos próximos anos.
A companhia projeta um crescimento de 12% no lucro por ação até 2026 e planeja recomprar pelo menos US$ 8 bilhões em ações. Para o terceiro trimestre, a expectativa é de um lucro operacional total de aproximadamente US$ 5,3 bilhões, com crescimento de dois dígitos no lucro ajustado por ação em 2027.
Parceria com a Epic Games permanece ‘central’
A Disney mantém sua participação de US$ 1,5 bilhão na Epic Games, criadora do Fortnite, como parte fundamental de sua estratégia para expandir alcance e engajamento. Embora o segmento de jogos ainda não seja um grande gerador de receita, a colaboração entre as empresas promete criar um novo universo onde os jogadores poderão interagir com conteúdos, personagens e histórias da Disney, Pixar, Marvel, Star Wars, Avatar e outras franquias.
A empresa destacou o sucesso da parceria, citando que a colaboração com Os Simpsons no Fortnite atingiu 780 milhões de horas jogadas por mais de 80 milhões de jogadores únicos.