Escassez de adesivos de estrogênio afeta mulheres na menopausa
A crescente procura por adesivos de estrogênio para terapia hormonal (TH) na menopausa gerou uma escassez nacional que pode se estender por até três anos. Segundo o Departamento de Saúde e Serviços Humanos dos EUA (HHS), todos os cinco fabricantes de adesivos estão operando em capacidade máxima, mas ainda não conseguem atender à demanda.
A falta do produto tem obrigado mulheres a buscar alternativas, como géis, sprays e comprimidos de estrogênio, que também tratam os sintomas da menopausa sem depender dos adesivos em falta.
Por que a escassez está acontecendo?
A situação é resultado de três fatores principais:
- Demanda recorde: O uso de adesivos de estrogênio triplicou entre 2018 e 2026, com aumento de 184% nas prescrições para mulheres de 45 a 54 anos;
- Mudanças regulatórias: A FDA retirou advertências de caixa preta de produtos de TH em novembro de 2025, após revisão que concluiu que os alertas anteriores superestimavam os riscos;
- Problemas na cadeia de produção: Fabricantes não conseguem aumentar a produção com a mesma velocidade da demanda.
"Removemos as advertências de caixa preta da terapia hormonal para mostrar às mulheres os benefícios de curto e longo prazo desse tratamento." — Dr. Marty Makary, comissário da FDA
Alternativas aos adesivos de estrogênio
Mulheres que não encontram os adesivos podem recorrer a outras formas de terapia hormonal, igualmente eficazes:
- Géis transdérmicos: Aplicados na pele, oferecem dosagem controlada;
- Sprays hormonais: Absorvidos pela pele, com rápida ação;
- Comprimidos orais: Opção tradicional, de fácil administração;
- Anéis vaginais: Liberam estrogênio localmente, com menos efeitos sistêmicos.
A escassez afeta especialmente mulheres que já usavam os adesivos e agora precisam ajustar seus tratamentos. Especialistas recomendam consultar um médico para avaliar a melhor alternativa, considerando histórico clínico e sintomas.
Impacto da menopausa nos EUA
Mais de 1 milhão de mulheres entram na menopausa anualmente nos EUA, segundo o NIH. A terapia hormonal, quando indicada, pode melhorar qualidade de vida, reduzindo ondas de calor, secura vaginal e outros sintomas.
Embora a escassez seja temporária, a situação reforça a importância de diversificar opções de tratamento e garantir acesso a alternativas seguras para quem depende da terapia hormonal.