O secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, anunciou na última quinta-feira novas sanções contra empresas e líderes do governo cubano. As medidas visam o setor militar-industrial do país, sua principal liderança e uma empresa estatal de recursos naturais.

Sanções miram o coração da economia cubana

As novas restrições foram impostas com base em uma ordem executiva assinada pelo ex-presidente Donald Trump em maio de 2020, que autoriza sanções contra "aqueles responsáveis pela repressão em Cuba e por ameaças à segurança nacional e política externa dos EUA". Entre os alvos estão:

  • GAESA (Grupo de Administración Empresarial S.A.): Holding controlada pelas forças armadas cubanas, considerada por Rubio "o coração do sistema comunista cleptocrático de Cuba". A empresa domina setores-chave da economia, incluindo redes hoteleiras.
  • Ania Guillermina Lastres Morera: Integrante ou ex-integrante da diretoria da GAESA.
  • Moa Nickel S.A. (MNSA): Empresa estatal que atua na mineração e metalurgia. Rubio acusou a joint venture entre a canadense Sherritt International e o governo cubano de explorar recursos naturais em benefício do regime, em detrimento do povo cubano. A operação se beneficia de ativos originalmente expropriados de cidadãos e empresas norte-americanas.

EUA reforçam presença militar e preparação para crises

Rubio também revelou que o Departamento de Estado está realocando pessoal para o U.S. Southern Command, com sede em Miami, como parte de um plano de resposta a possíveis hostilidades com Cuba. Além disso, a pasta está ampliando seu centro de preparação para desastres na Flórida.

Justificativas e próximos passos

Em comunicado, Rubio afirmou que as sanções fazem parte de uma "campanha abrangente" para conter as "ameaças à segurança nacional" impostas pelo regime comunista cubano. Segundo ele, "a apenas 90 milhas da costa americana, o regime cubano levou a ilha à ruína e transformou o território em plataforma para operações de inteligência, militares e de grupos terroristas estrangeiros".

O governo norte-americano não descarta a possibilidade de ações militares. Rubio declarou que "novas designações podem ser anunciadas nos próximos dias e semanas".

Fonte: Axios