A Fundação Cultural Landscape, organização sem fins lucrativos dedicada à preservação de paisagens culturais, entrou com uma ação judicial na segunda-feira (dia 15) contra o Departamento do Interior e o Serviço de Parques Nacionais dos EUA. A denúncia alega que a administração Trump violou leis federais ao pintar a Piscina do Lincoln Memorial de azul, sem realizar a revisão obrigatória exigida por seu registro no Registro Nacional de Lugares Históricos.

O processo pede uma liminar ou ordem judicial temporária para interromper a aplicação de mais tinta azul na estrutura. Charles Birnbaum, presidente da fundação, afirmou em comunicado que a cor "é mais apropriada para um resort ou parque temático" e destacou que o fundo da piscina permaneceu cinza desde sua construção, em 1924.

O anúncio da ação ocorre no mesmo dia em que o The New York Times revelou que o custo da reforma superou em sete vezes a estimativa inicial de US$ 1,8 milhão, chegando a US$ 13,1 milhões. O Departamento do Interior justificou o valor, alegando que a empresa Atlantic Industrial Coatings, contratada sem licitação, receberá uma margem de lucro de 20%. A escolha da empresa foi feita pessoalmente por Trump, que já havia utilizado seus serviços em piscinas de seu clube de golfe em Sterling, na Virgínia.

Em junho, o governo federal alegou "risco de dano sério" caso a reforma fosse adiada, mas não detalhou os motivos. A justificativa para a pressa também incluiu a intenção de concluir o projeto antes das comemorações do 250º aniversário dos EUA, em 4 de julho de 2026.

Esta não é a primeira vez que a administração Trump enfrenta processos judiciais por mudanças em Washington. Recentemente, o ex-presidente também foi alvo de ações por propostas de instalação de um arco dourado e reformas na Sala de Baile da Casa Branca, que seguem o estilo de seus empreendimentos imobiliários. Com um Congresso e Suprema Corte alinhados, Trump parece determinado a deixar sua marca permanente na capital do país.