A administração do ex-presidente Donald Trump anunciou planos de desviar US$ 2 bilhões de fundos destinados a programas globais de saúde para cobrir os custos finais do fechamento da USAID (Agência dos Estados Unidos para o Desenvolvimento Internacional), conforme relatado pela CNN.

O dinheiro, originalmente alocado para combater doenças como malária, tuberculose e HIV/AIDS, além de programas de saúde materna e infantil, será redirecionado para cobrir despesas legais, faturas pendentes e vendas de ativos decorrentes do encerramento da agência em 2023.

Segundo estimativas da Health Security Policy Academy, a medida poderia causar:

  • 121 mil mortes evitáveis por tuberculose;
  • 47,6 mil mortes evitáveis por malária;
  • 22,9 milhões de crianças com menos de 5 anos perdendo acesso a nutrição crítica;
  • 5,7 milhões de mulheres sem acesso a locais seguros para partos.

Os números se somam a um balanço trágico já registrado: desde novembro de 2024, cerca de 762 mil pessoas morreram em decorrência dos cortes na USAID, incluindo mais de 500 mil crianças.

Em comunicado ao Congresso no mês passado, a administração Trump afirmou ter reservado US$ 19,1 bilhões dos fundos da USAID para o fechamento da agência. No entanto, senadores democratas criticaram a decisão, exigindo que os recursos sejam reaplicados em seus propósitos originais.

"A administração deve imediatamente usar esses fundos de assistência estrangeira para salvar vidas e promover os interesses dos EUA, conforme determinado pelo Congresso no ano passado. Não há justificativa para reter esses recursos em 2025 para cobrir os custos desnecessários gerados pela decisão de desmantelar a USAID."

— Carta de 17 senadores democratas ao secretário de Estado Marco Rubio, ao diretor do Escritório de Gestão e Orçamento Russell Vought e ao administrador interino da USAID, Eric Ueland.