Indicado de Trump evita questionamento sobre Epstein

Kevin Warsh, indicado pelo presidente Donald Trump para comandar o Federal Reserve, evitou responder perguntas durante audiência no Senado nesta terça-feira (21) sobre possíveis ligações financeiras com o condenado criminoso sexual Jeffrey Epstein.

Investimentos não declarados

A senadora Elizabeth Warren (D-MA) questionou Warsh sobre mais de US$ 100 milhões em investimentos não revelados a órgãos de ética e ao público. Entre os ativos citados estão veículos como a THSDFS LLC e o Juggernaut Fund.

Warren questionou diretamente se algum desses investimentos estaria relacionado ao presidente Trump, sua família, ao governo chinês, a lavagem de dinheiro ou a Epstein. Warsh se limitou a afirmar que venderia os ativos caso fosse confirmado para o cargo.

Elizabeth Warren: "Isso não é minha pergunta. Você está se recusando a nos dizer se tem investimentos em veículos criados por Jeffrey Epstein?"
Kevin Warsh: "Esses ativos serão vendidos se eu for confirmado."

Pressão por transparência

Warren insistiu, perguntando se Warsh ao menos revelaria como planeja divulgar e se desfazer desses ativos secretos. A senadora citou o risco de um bilionário oferecer US$ 100 milhões em troca de informações privilegiadas do Fed. Warsh novamente se esquivou, alegando já ter um acordo com a Office of Government Ethics para a venda dos ativos.

Conexões com Epstein

Embora não haja indícios de envolvimento de Warsh nos crimes de Epstein, registros do governo mostram que ambos circulavam nos mesmos círculos sociais. Se confirmado, Warsh se tornaria o presidente do Fed mais rico dos últimos cem anos.

Casado com Jane Lauder, herdeira da Estée Lauder e filha do doador republicano Ronald Lauder, Warsh enfrenta suspeitas sobre suas motivações para não esclarecer os investimentos. A evasiva levanta dúvidas: seria uma tentativa de esconder conexões ou apenas uma estratégia de discrição?