Justin Sun acusa executivos da World Liberty Financial de fraude e sequestro de tokens
A ação judicial de 52 páginas, protocolada na terça-feira, marca uma escalada nas tensões entre o bilionário das criptomoedas Justin Sun e a World Liberty Financial (WLF), empresa ligada a aliados de Donald Trump. Sun não poupou críticas, descrevendo a WLF como uma empresa à beira do colapso e da insolvência.
Entre as acusações mais graves, Sun destaca o cofundador da WLF, Chase Herro, a quem chama de “golpista inveterado e sonegador de impostos”. A ação alega que Herro tem histórico de conduta criminosa, incluindo uma condenação anterior, dívidas fiscais não pagas e envolvimento em um protocolo DeFi que perdeu quase todo seu valor em um hack em 2024.
O processo também menciona um site chamado ‘ChaseHeroScam.com’, criado por clientes insatisfeitos em 2010, embora não tenha sido possível verificar seu conteúdo na ocasião. Além disso, Sun alega que Herro teria se vangloriado publicamente de visitar a ilha particular de Jeffrey Epstein, o controverso financista, sem apresentar provas concretas.
Atualizações secretas e violação de governança
Outra acusação central diz respeito a atualizações não autorizadas no token de governança da WLF, o WLFI. Segundo Sun, os detentores do token tinham direito a votar em melhorias técnicas, mas a empresa realizou duas atualizações “unilateralmente e sem qualquer divulgação” em 2023.
Essas mudanças teriam dado à WLF o poder de congelar e apreender os tokens WLFI, medida que, segundo Sun, foi aplicada contra ele. O bilionário descreveu a situação como uma “traição” aos direitos dos detentores do token.
Resposta da World Liberty Financial
Em resposta, o CEO da WLF, Zach Witkoff, classificou a ação como uma “tentativa desesperada de desviar a atenção dos próprios erros de Sun”. Witkoff publicou uma declaração nas redes sociais, enquanto Chase Herro compartilhou um poema motivacional de Rudyard Kipling, sem abordar diretamente as acusações.
Herro escreveu:
“Construir nunca é fácil e muitas vezes é repleto de triunfos e falhas misturados em um grande labirinto que você precisa atravessar.”
Quatro alegações mais graves da ação judicial
- Histórico criminoso de Chase Herro: Condenação anterior, dívidas fiscais, envolvimento em fraudes financeiras e alegações de visitas à ilha de Jeffrey Epstein.
- Atualizações secretas no token WLFI: Alterações técnicas realizadas sem consulta aos detentores, permitindo à WLF congelar e apreender tokens.
- Promessas quebradas de governança: Detentores do WLFI não tiveram voz em decisões técnicas, conforme alegado em documentos da empresa.
- Risco de insolvência da WLF: Sun alega que a empresa enfrenta colapso iminente, embora não haja confirmação independente desse cenário.
A ação judicial promete alimentar ainda mais o debate sobre a transparência e governança em projetos de criptomoedas, com críticos já se posicionando contra a WLF. Enquanto isso, a disputa jurídica deve se estender, com potenciais impactos para investidores e o mercado de ativos digitais.