A Justiça dos Estados Unidos derrubou a segunda tentativa de Donald Trump de impor tarifas comerciais globais. A decisão, anunciada pelo Tribunal de Comércio Internacional dos EUA, declarou ilegal a alíquota de 10% sobre a maioria das importações, implementada dias após a Suprema Corte barrar uma medida semelhante.
Fim das alternativas para Trump
Com a decisão, Trump perdeu uma de suas principais ferramentas de pressão comercial, justamente quando se prepara para se encontrar com o presidente chinês, Xi Jinping, em uma semana. A estratégia do ex-presidente, que se baseia em tarifas para incentivar a produção nos EUA, agora está seriamente comprometida.
Contexto das tarifas derrubadas
No início de junho, a Suprema Corte invalidou uma série de tarifas de emergência impostas por Trump durante seu mandato. No dia seguinte, o ex-presidente usou uma cláusula pouco conhecida de uma lei comercial de décadas atrás para impor uma nova tarifa global de 10% sobre importações. A justificativa era forçar empresas a produzirem mais nos Estados Unidos.
Reação da Justiça e consequências
O Tribunal de Comércio Internacional dos EUA considerou que a nova tarifa violava leis comerciais e não tinha base legal. A decisão deixa Trump sem recursos para substituir as tarifas derrubadas, enfraquecendo sua posição nas negociações com a China.
Analistas destacam que a China já demonstrava vantagem nas discussões comerciais antes mesmo da decisão judicial. Agora, com a perda de uma de suas principais armas, a estratégia de Trump fica ainda mais limitada.
Impacto na política comercial dos EUA
A derrubada das tarifas reforça o papel do Judiciário como fiscalizador das políticas comerciais do governo. Especialistas avaliam que a decisão pode influenciar futuras medidas protecionistas, limitando o uso indiscriminado de tarifas como ferramenta de negociação.
Para Trump, a situação representa um revés significativo, especialmente em um momento de tensão comercial com a China. A reunião com Xi Jinping, marcada para a próxima semana, ganha novos contornos após a decisão judicial.