Republicanos se digladiam: Mills tenta expulsar Mace após denúncias de má conduta

O Partido Republicano nos EUA enfrenta uma crise interna sem precedentes após uma série de tentativas de expulsão entre seus próprios membros no Congresso. A situação chegou ao ponto de o deputado Cory Mills, alvo de investigações éticas por acusações graves, apresentar uma resolução para expulsar a colega Nancy Mace, acusando-a de conduta inadequada e uso indevido de recursos públicos.

Acusações contra Cory Mills

Mills, que já foi investigado pela Comissão de Ética da Câmara por agressão a mulheres, contratação de profissionais do sexo, mentira sobre seu serviço militar e apropriação indevida de contratos federais, agora acusa Mace de ter gritado com agentes da TSA no Aeroporto Internacional de Charleston, em 2023, chamando-os de "incompetentes". A resolução apresentada por Mills também pode incluir outras polêmicas envolvendo a colega.

Resposta de Nancy Mace e novas acusações

Em resposta, Mace publicou no X (antigo Twitter) que Mills é uma "ameaça" e que suas acusações são infundadas. "Ele mentiu sobre seu serviço militar, foi acusado de agredir mulheres, tem uma ordem judicial contra si e enriqueceu com contratos federais enquanto congressista. Como sobrevivente, sempre lutarei contra injustiças", declarou. Além disso, Mace enfrenta sua própria investigação ética por ter recebido US$ 12 mil em reembolsos indevidos e ordenado que sua equipe comprasse álcool tarde da noite, limpasse sua casa e a promovesse em fóruns como uma das "mulheres mais atraentes do Congresso".

Expulsões recentes e impacto na Câmara

Na semana passada, Mace também tentou expulsar outros três deputados: o democrata Eric Swalwell (acusado de assédio sexual) e o republicano Tony Gonzalez (que renunciou após enviar mensagens explícitas a assessoras e ter um caso com uma delas, que cometeu suicídio). O quarto alvo foi a democrata Sheila Cherfilus-McCormick, que enfrenta votação de expulsão nesta semana por suposto mau uso de recursos da FEMA.

Crise interna prejudica controle republicano

A escalada de conflitos internos no Partido Republicano ameaça sua já frágil maioria na Câmara, desviando o foco de questões éticas sérias para disputas pessoais. Especialistas apontam que a instabilidade pode enfraquecer ainda mais a capacidade legislativa do partido, que já enfrenta dificuldades para aprovar projetos de lei.

"A prioridade agora é resolver essas disputas internas antes que prejudiquem ainda mais a credibilidade do partido e a governança do país." — Analista político, citando a crise na Câmara.

Consequências para o Congresso

A situação expõe a fragilidade da liderança republicana e levanta dúvidas sobre a capacidade do partido de manter a coesão necessária para governar. Enquanto os deputados se digladiam, projetos importantes ficam paralisados, e a população questiona a eficácia do Congresso em resolver problemas reais.