O plano de Donald Trump para construir um salão de baile na Casa Branca, que exigiria a demolição total da Ala Leste, sempre foi cercado de polêmicas. O presidente havia prometido que o projeto não custaria nada aos contribuintes, mas agora senadores republicanos buscam destinar US$ 1 bilhão em recursos públicos para a obra.

A verba estaria incluída em um projeto de lei apresentado pelo senador Chuck Grassley (R-Iowa), que prevê gastos adicionais com deportações em massa. Segundo o texto, os recursos seriam destinados a "ajustes e melhorias de segurança, incluindo no perímetro da cerca da Casa Branca, para apoiar as melhorias no Projeto de Modernização da Ala Leste, incluindo recursos acima e abaixo do solo".

O projeto, divulgado na noite desta segunda-feira (12), reforça a preocupação com a transparência na destinação de verbas públicas. Críticos apontam que a proposta pode abrir brechas para doações não reveladas de empresas e milionários, prática já questionada em outras iniciativas do governo Trump.

A modernização da Ala Leste, que inclui a construção do salão de baile, foi anunciada como uma reforma de segurança, mas especialistas questionam se os gastos justificam um valor tão elevado. Além disso, a ligação com o projeto de deportações levanta dúvidas sobre a real prioridade da verba.

"É inaceitável que recursos destinados a políticas sociais ou de segurança sejam desviados para projetos pessoais do presidente", afirmou um analista político ouvido pela imprensa.

A proposta ainda precisa ser aprovada pelo Congresso, mas já acende o debate sobre o uso de dinheiro público em empreendimentos questionáveis.