O CEO da OpenAI, Sam Altman, acusou Elon Musk de ter causado "danos significativos" à cultura da startup de inteligência artificial durante seu período como membro do conselho da organização.

Em depoimento prestado no âmbito de um processo judicial movido por Musk contra a OpenAI, Altman afirmou que o bilionário exigia que o então presidente da empresa, Greg Brockman, e o ex-cientista-chefe Ilya Sutskever classificassem pesquisadores com base em suas realizações e adotassem uma abordagem de gestão extremamente agressiva.

Segundo Altman, Musk teria dito aos líderes da OpenAI para "passar uma motosserra" pela equipe, uma metáfora que refletiria seu estilo de gestão controverso e incompatível com o ambiente de inovação científica.

Críticas à gestão de Musk

Altman admitiu que Musk era conhecido por esse tipo de liderança na Tesla, mas destacou que a abordagem não se adequava à cultura de uma startup de pesquisa em IA. Durante o depoimento, ele declarou:

"Acho que o Sr. Musk não compreendia como gerenciar um laboratório de pesquisa de forma eficaz."

O CEO da OpenAI também mencionou que a saída de Musk da organização teve um impacto negativo no moral da equipe. "A partida dele deixou um vazio e uma incerteza que prejudicaram a cultura da empresa", afirmou Altman.

Contexto do processo judicial

Musk processou a OpenAI em fevereiro de 2024, alegando que a organização teria se desviado de sua missão original de desenvolver IA de forma "aberta e sem fins lucrativos". O bilionário argumenta que a empresa, agora liderada por Altman, teria se tornado excessivamente comercial e fechada.

A OpenAI nega as acusações e mantém que continua comprometida com seus princípios fundadores. O processo ainda está em andamento, com depoimentos como o de Altman sendo fundamentais para esclarecer as alegações.