Satélites da NASA registram manchas coloridas no Atlântico

Satélites da NASA estão monitorando uma grande mancha de águas coloridas na costa leste dos Estados Unidos, próxima à região do Mid-Atlantic Bight. As imagens, capturadas desde o início de abril, mostram tons vibrantes de verde, turquesa e marrom, indicando a presença de sedimentos, matéria orgânica ou possíveis florações de fitoplâncton.

O que causa as manchas?

As águas costeiras são mais complexas do que as oceânicas, pois recebem influências de rios, tempestades e atividade biológica. Segundo a NASA, as manchas podem ser resultado de:

  • Sedimentos carregados por rios costeiros;
  • Fitoplâncton, microalgas que se proliferam rapidamente;
  • Matéria orgânica em decomposição;
  • Combinação desses fatores.

A agência destaca que satélites como o PACE (Plankton, Aerosol, Cloud, Ocean Ecosystem) estão ajudando os oceanógrafos a identificar com mais precisão as causas das manchas. Anna Windle, cientista da NASA, afirmou que as imagens sugerem a presença de diatomáceas — algas que dominam florações na primavera — e também de cocolitoforídeos, que produzem tons turquesa e são comuns no final da primavera ou verão.

Importância para os ecossistemas marinhos

Essas manchas coloridas não são apenas um fenômeno visual. Elas servem como indicadores da saúde dos oceanos, pois o fitoplâncton:

  • É responsável por metade do oxigênio da Terra;
  • Recicla carbono, fundamental para o equilíbrio climático;
  • Serve de alimento para diversas espécies marinhas.

No entanto, oscilações nessas populações podem alterar a cor do oceano e a penetração da luz solar, afetando todo o ecossistema. Oscar Schofield, oceanógrafo da Universidade Rutgers, explicou que as florações geralmente se dissipam quando os nutrientes na água se esgotam após o crescimento inicial.

"À medida que as grandes florações de fitoplâncton da primavera crescem, elas consomem os nutrientes. A menos que rios ou tempestades os repõem, é provável que essa mancha comece a diminuir nas próximas semanas."

— Oscar Schofield, oceanógrafo da Universidade Rutgers

Os cientistas ressaltam que, embora as manchas possam desaparecer rapidamente, seu monitoramento contínuo é essencial para entender as mudanças nos ecossistemas marinhos e os impactos das mudanças climáticas.

Fonte: Futurism