Falar sobre pequenas brigas em lojas ou restaurantes pode parecer coisa de amador, mas, quando se trata de táticas agressivas de upselling, até os mais experientes ficam surpresos. E, infelizmente, esse é um problema cada vez mais frequente.

Já mencionei antes que alguns colegas do Defector sugeriram que eu escrevesse regularmente sobre comida. A justificativa? Eles acham que sou um ‘esquisito’ quando o assunto é alimentação — e, de fato, sou. Mas sempre recusei a ideia, não só porque escrever uma coluna dá trabalho, mas também porque sou o tipo de pessoa mais fácil de agradar na hora de comer. Se tivesse uma coluna sobre restaurantes, provavelmente a chamaria de ‘Porções’, pois meu critério principal seria a quantidade de comida no prato.

Por outro lado, também sou conhecido por ser o mais econômico de todos. Se tivesse uma coluna assim, meu lema seria: ‘Não é o preço que importa, mas a sensação de ter feito um bom negócio’. Infelizmente, minha última refeição não teve nada disso. Foi uma experiência frustrante, repleta de cobranças extras que transformaram uma refeição simples em uma conta salgada.

E não foi só uma vez. É uma prática cada vez mais comum: taxas ocultas, upselling desnecessário e preços inflados. O que deveria ser um momento prazeroso — uma refeição — acaba se tornando uma batalha contra o bolso.

Se você já se sentiu enganado por um restaurante ou lanchonete, não está sozinho. O desafio é identificar quando o valor cobrado realmente vale a pena ou quando é apenas uma estratégia para aumentar os lucros às custas do cliente.

Fonte: Defector