O Chelsea demitiu o treinador Liam Rosenior nesta quarta-feira, após apenas 13 jogos na Premier League. A decisão reforça um padrão histórico no clube: todos os técnicos recentes tiveram trajetórias curtas, independentemente dos resultados.

Nesta temporada, três times da Premier League já demitiram pelo menos dois treinadores. Nottingham Forest e Tottenham Hotspur, ambos em situação de rebaixamento, já dispensaram três e dois técnicos, respectivamente. No entanto, o Chelsea não enfrenta risco de queda, o que torna a demissão de Rosenior ainda mais surpreendente.

Rosenior assumiu o comando do Chelsea em 6 de janeiro, após a demissão de Enzo Maresca. Sua contratação foi vista como uma promoção interna, já que ele era treinador do Strasbourg, clube também pertencente à BlueCo, dona do Chelsea. Na ocasião, Rosenior assinou um contrato de seis anos.

Desempenho fraco e fim previsível:

  • Em 13 jogos na Premier League, Rosenior conquistou apenas 17 pontos: cinco vitórias e dois empates;
  • Quatro das cinco vitórias ocorreram nos quatro primeiros jogos, contra times de meio de tabela ou já rebaixados (Brentford, Crystal Palace, West Ham e Wolves);
  • Os empates vieram contra Leeds e Burnley, times da parte inferior da tabela;
  • A única vitória expressiva foi um 4-1 sobre o Aston Villa, em 4 de março.

O desempenho de Rosenior não justificava a manutenção do cargo, mas a demissão reforça a instabilidade crônica no comando técnico do Chelsea, independentemente dos resultados.

"Esse tipo de movimento já nasce fadado ao fracasso. A história recente do Chelsea mostra que a rotatividade de treinadores não resolve os problemas do clube."

Com a demissão de Rosenior, o Chelsea segue seu padrão: trocar treinadores com frequência, mesmo quando não há necessidade imediata. A pergunta que fica é: quando o clube vai quebrar esse ciclo?

Fonte: Defector