O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, perdoou em fevereiro de 2025 o empresário Joseph Schwartz, dono de uma rede de asilos no país. Schwartz foi condenado por reter US$ 39 milhões em impostos de folha de pagamento de funcionários e desviar o dinheiro para outros fins.
Sua empresa, no entanto, enfrentava acusações de negligência que resultaram em mortes, incluindo a de Doris Coulson, paciente em um de seus asilos em Nova Jersey. Schwartz nunca pagou a indenização de quase US$ 19 milhões concedida à família Coulson em 2019.
A história de negligência e impunidade:
Doris Coulson, enfermeira aposentada, tornou-se paciente em um asilo de propriedade de Schwartz. Funcionários serviram alimentos sólidos a ela, mesmo com restrição médica. Ela morreu com ovos mexidos nos pulmões, segundo laudos. A família processou Schwartz por morte negligente e ganhou US$ 19 milhões em indenização.
Schwartz não contestou o processo e nunca pagou. A família Coulson nunca recebeu a compensação. Amanda Coulson, filha da vítima, morreu antes de ver justiça.
Argumentos para o perdão
Advogados de Schwartz alegaram que o desvio de recursos foi para salvar a empresa, não enriquecimento pessoal. A Casa Branca classificou o caso como "excesso de persecução", citando a saúde frágil de Schwartz e a gestão terceirizada das declarações fiscais.
O perdão presidencial, no entanto, ignora as vítimas e suas famílias. Especialistas questionam se o poder de clemência foi usado para beneficiar aliados políticos ou figuras com conexões influentes.
Impacto das decisões presidenciais
Casos como o de Schwartz levantam debates sobre o uso do perdão nos EUA. Enquanto alguns veem como ato de misericórdia, outros criticam a falta de transparência e o favorecimento a pessoas com recursos.
Para a família Coulson, a decisão de Trump representou mais uma injustiça. "Minha mãe merecia justiça, não um perdão para quem a negligenciou", declarou um familiar, que preferiu não se identificar.