A Comissão de Igualdade de Oportunidades de Emprego (EEOC), vinculada ao governo Trump, entrou com uma ação judicial contra o New York Times nesta terça-feira (12). A acusação alega que o jornal violou leis federais de discriminação ao não promover um funcionário branco do sexo masculino.
Segundo a EEOC, o jornal teria deixado de contratar um homem não identificado para o cargo de editor adjunto de imóveis. Além disso, a comissão afirmou que todos os candidatos finalistas da seleção não eram homens brancos.
Andrea Lucas, presidente da EEOC, declarou em comunicado:
"Ninguém está acima da lei — nem mesmo instituições 'de elite'. Não existe 'discriminação reversa'; toda discriminação por raça ou sexo é igualmente ilegal, conforme princípios consolidados de direitos civis."
Em resposta, Danielle Rhodes Ha, porta-voz do New York Times, classificou as acusações como "alegações politicamente motivadas", atribuídas à gestão Trump.
"Nossas práticas de emprego são baseadas no mérito e focadas em recrutar e promover os melhores talentos do mundo. Defenderemos nossa posição vigorosamente."
A ação judicial reforça a tensão entre a administração Trump e grandes veículos de mídia, especialmente após críticas frequentes do ex-presidente à cobertura jornalística.