Acordo histórico entre Coreia do Sul e EUA reaquece indústria nuclear americana
A Coreia do Sul está retomando sua parceria com os Estados Unidos para desenvolver reatores nucleares, após décadas de colaboração interrompida. O acordo, assinado entre a Korea Hydro & Nuclear Power (KHNP) e a divisão nuclear da Southern Company, marca um passo importante para modernizar a indústria nuclear americana com tecnologia sul-coreana.
Por que a Coreia do Sul é estratégica para os EUA?
A Coreia do Sul se consolidou como um dos principais players globais na construção de reatores nucleares, graças à expertise de engenheiros americanos que migraram para o país após o declínio da indústria nuclear nos EUA, na virada do século. Desde então, a KHNP construiu mais de duas dezenas de reatores comerciais, tornando-se uma referência em gestão de projetos e inovação tecnológica.
Até recentemente, a KHNP enfrentava restrições para competir com a Westinghouse, detentora de patentes nos EUA e na Europa. No entanto, após um acordo global em 2023, a empresa sul-coreana obteve permissão para colaborar em projetos nos EUA, desde que não concorra diretamente com a Westinghouse.
Detalhes do acordo entre KHNP e Southern Company
O memorando de entendimento assinado na sede da KHNP, em Gyeongju, prevê:
- Troca de tecnologias: Compartilhamento de melhores práticas e inovações entre as empresas;
- Capacitação de engenheiros: Oportunidade para engenheiros sul-coreanos expandirem sua atuação global;
- Fortalecimento do sistema de engenharia local: Promoção do crescimento da indústria nuclear coreana por meio de parcerias internacionais.
Kim Young-seung, chefe da divisão de engenharia da KHNP, afirmou:
"Este acordo representa uma oportunidade para nossos engenheiros expandirem seus horizontes globalmente e impulsionarem o sistema de engenharia doméstico. Continuaremos trabalhando para consolidar o modelo coreano de engenharia por meio da cooperação com operadores estrangeiros e organizações internacionais."
EPA propõe flexibilizar licenças ambientais para acelerar projetos
A Agência de Proteção Ambiental dos EUA (EPA) anunciou uma proposta para permitir que data centers, usinas e outras instalações industriais iniciem a construção antes de obterem licenças ambientais federais. A medida visa agilizar a implementação de projetos críticos para a infraestrutura americana.
Segundo Lee Zeldin, administrador da EPA, a proposta busca solucionar gargalos que atrasam obras essenciais.
"Hoje, apresentamos uma solução para os problemas que têm impedido o avanço da infraestrutura americana e da próxima fronteira tecnológica. Por meio de reformas sensatas em licenciamentos, a EPA está corrigindo um sistema quebrado, reduzindo a burocracia governamental desnecessária."
A proposta inclui a construção de componentes não emissores, como bases de cimento, fiação e estruturas de suporte, antes da obtenção das licenças finais. A medida é vista como um passo para modernizar a regulação ambiental sem comprometer a sustentabilidade.