A Câmara dos Representantes dos EUA aprovou, por votação simbólica, o financiamento do Departamento de Segurança Interna (DHS) nesta quinta-feira (11), encerrando o maior shutdown parcial da história do país, que já durava 75 dias.
O acordo evitou um fechamento prolongado até meados de maio, caso a Câmara tivesse aguardado a aprovação de um projeto de reconciliação pelo Senado, como alguns parlamentares republicanos haviam proposto. A decisão foi possível após um entendimento entre o presidente da Câmara, Mike Johnson (R-La.), e o líder da maioria do Senado, John Thune (R-S.D.).
Como funcionou o acordo:
- Primeiro, foi aprovado o financiamento regular para todo o DHS, exceto para a Patrulha de Fronteira (ICE) e a Alfândega e Proteção de Fronteiras (CBP), já contempladas no projeto de lei orçamentária de 2025.
- Em seguida, um projeto de lei de reconciliação, aprovado por linha partidária, adicionou recursos específicos para a ICE e a CBP.
Revolta na Câmara: Alguns parlamentares republicanos se opuseram à aprovação do financiamento do DHS sem o aporte adicional para as forças de segurança de fronteira, temendo ser interpretado como um corte de verbas para a aplicação da lei. Segundo relatos anteriores da Axios, membros da Câmara viam a medida como uma forma de desfinanciar a polícia de fronteira.
Próximos passos: Na quarta-feira (10), a Câmara já havia aprovado uma resolução orçamentária que inicia o processo para destinar bilhões de dólares em novos recursos para a repressão à imigração ilegal.