Um novo alerta climático foi emitido esta semana por pesquisadores: o El Niño em formação deve intensificar eventos extremos como ondas de calor, secas e inundações ao longo de 2024. No entanto, os cientistas ressaltam que o fenômeno natural não é o principal responsável pelo aquecimento global, mas sim a queima de combustíveis fósseis, que segue como a maior ameaça às mudanças climáticas.
O que é o El Niño e como ele afeta o clima?
O El Niño é a fase quente de um ciclo natural de oscilação de temperaturas no Oceano Pacífico tropical. Durante esse período, grandes quantidades de calor armazenadas no oceano são liberadas na atmosfera, elevando temporariamente a temperatura média global em até 0,3°C.
Impactos mais severos em um mundo mais quente
Em coletiva online realizada nesta semana, pesquisadores destacaram que os efeitos de um El Niño moderado ou forte hoje são mais devastadores do que os de eventos semelhantes há algumas décadas. Isso ocorre porque o sistema climático global já está significativamente mais quente, o que amplifica os impactos de fenômenos naturais.
El Niño vs. aquecimento global: qual a diferença?
Embora o El Niño seja um fenômeno natural recorrente, sua intensidade e consequências estão sendo potencializadas pelo aquecimento global causado pela ação humana. Enquanto o El Niño atua como um gatilho para eventos climáticos extremos, o aumento das temperaturas médias devido às emissões de gases de efeito estufa torna esses eventos mais frequentes e severos.
"Os impactos do El Niño hoje são mais graves porque o clima global já está mais quente. Isso significa que mesmo fenômenos naturais podem ter consequências devastadoras quando combinados com o aquecimento causado pelo homem."
O que esperar para os próximos meses?
Os especialistas preveem que, com a combinação do El Niño e das temperaturas já elevadas, 2024 pode registrar:
- Ondas de calor mais intensas e prolongadas;
- Aumento de secas em regiões já vulneráveis;
- Inundações mais frequentes e severas em áreas costeiras e continentais.
Medidas urgentes são necessárias
Diante desse cenário, cientistas reforçam a importância de reduzir as emissões de gases de efeito estufa e investir em adaptação climática. Ações como a transição para energias renováveis, reflorestamento e políticas de mitigação de desastres são essenciais para minimizar os danos causados pelas mudanças climáticas.